terça-feira, 3 de agosto de 2021

Somos outros navios

SOMOS OUTROS NAVIOS
Adagiário Brasileiro”, de Leonardo Mota, 1979; com a ajuda dos filhos Moacir Mota e Orlando Mota.

(Editora Itatiaia, Editora da Universidade de São Paulo, 1987, Segunda série da coleção “Reconquista do Brasil”. Volume 115. Capa do artista plástico Poty, ilustrações internas do artista plástico Aldemir Martins e prefácio de Paulo Rónai.)


"Por uma nau ir ao fundo, as outras não deixam de navegar."
É preciso continuar a lutar, é preciso. Não sei mais o que comentar. Mais uma vez o universo das pessoas que vivem no litoral aparece por aqui por meio de um adágio que exala coragem. É preciso coragem para morar no litoral. É preciso coragem para morar em qualquer lugar. É preciso coragem.

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Para onde iremos?

PARA ONDE IREMOS?
Adagiário Brasileiro”, de Leonardo Mota, 1979; com a ajuda dos filhos Moacir Mota e Orlando Mota.

(Editora Itatiaia, Editora da Universidade de São Paulo, 1987, Segunda série da coleção “Reconquista do Brasil”. Volume 115. Capa do artista plástico Poty, ilustrações internas do artista plástico Aldemir Martins e prefácio de Paulo Rónai.)


"Duvido haver como este
Um ditado mais profundo:
Dinheiro e mulher bonita
É quem governa este mundo."
“Desejo, em suma”; dirão os membros da família dos psicólogos e psicanalistas. Aqui a gente prefere uma resposta menos científica e mais estética: beleza, desejo, vontade, atração, sonho, ambição, força… Interessante perguntar: e para onde a mulher e o dinheiro estão levando a nós todos? Vou repetir algo que já escrevi por aqui (nossa, que chique, uma mensagem minha “merece” ser repetida…) que é a minha opinião de que os robôs ainda vão acabar precisando ensinar a nós humanos a como sermos humanos; e que nós vamos colonizar o planeta Marte antes de conseguir salvar a natureza do nosso planeta Terra. 

sexta-feira, 30 de julho de 2021

A Razão Acontece

A RAZÃO ACONTECE
Adagiário Brasileiro”, de Leonardo Mota, 1979; com a ajuda dos filhos Moacir Mota e Orlando Mota.

(Editora Itatiaia, Editora da Universidade de São Paulo, 1987, Segunda série da coleção “Reconquista do Brasil”. Volume 115. Capa do artista plástico Poty, ilustrações internas do artista plástico Aldemir Martins e prefácio de Paulo Rónai.)


" 84) - Deixá-los falá-los que eles calarão-se-ão."
Este dito popular merece atenção em 2021. Internet, WhatsApp, questionamentos sobre epidemia de Covid-19 em nível irracional, interesses políticos coordenando uma campanha de guerra de propaganda como poucas vezes se viu desde o surgimento da imprensa de massa no final do século XIX, eleições com campanhas envenenadas em 2022 e etc.; em meados de julho de 2021 a liberdade de expressão, a democracia e os últimos avanços da telecomunicações não andam se entendendo. A situação é dramática e o ensino formal e vozes sensatas na imprensa tradicional e na internet não parecem alcançar vitórias significativas. Nesta atmosfera tão pesada e ruim, temos diante de nós esta adágio popular querendo nos fazer acreditar que as vozes agressivas e tolas rapidamente e naturalmente não encontrarão mais ouvidos para atrapalhar e que a razão terá novamente a sua vez no debate público? Isso não é muita ingenuidade e escola de pensamento iluminista para um ditado popular? (risos) O jornalista estadunidense Pulitzer tem uma declaração semelhante: a imprensa deve mostrar todos os absurdos, pois um dia o público não os admitirá mais. Numa hora a razão vence, em suma. Numa hora a razão vence. Numa hora a razão vence. Numa hora a razão vence. Numa hora a razão vence. É preciso repetir. Acreditar. Porque acontece.

quinta-feira, 29 de julho de 2021

O Rei ouvirá

O REI OUVIRÁ
Adagiário Brasileiro”, de Leonardo Mota, 1979; com a ajuda dos filhos Moacir Mota e Orlando Mota.

(Editora Itatiaia, Editora da Universidade de São Paulo, 1987, Segunda série da coleção “Reconquista do Brasil”. Volume 115. Capa do artista plástico Poty, ilustrações internas do artista plástico Aldemir Martins e prefácio de Paulo Rónai.)


" - Gritar pelo rei da França – pedir socorro (ouvido na Bahia)."
Mas isso é surpreendente! Como, na Bahia, em tempos imemoriais; a expressão “gritar pelo rei da França!” tornou-se sinônimo de clamar por socorro? Isso foi antes ou depois de 1789? A França tentou invadir o Brasil ainda no século XVI e no seguinte, e no comecinho do século XVII tivemos uma última experiência especialmente dramática. É provável que estes acontecimentos tenham influenciado sim a origem desta expressão popular. E como os franceses, e seus aliados daqui, foram os derrotados; esta expressão acaba ganhando um peso bem sinistro.