segunda-feira, 18 de setembro de 2023

Elizabeth Lloyd Mayer e a Psicologia da Mulher 7 de 10

Elizabeth Lloyd Mayer e a Psicologia da Mulher 7 de 10

 

Ah! Ah!, como o meu amado Will Durant não erra! (risos) William James não apareceu, mas o Alfred Adler apareceu e não fez feio entre os autores masculinos escolhidos pela Elizabeth. Apesar de que sobre ele a Elizabeth Lloyd Mayer escreveu apenas um parágrafo. É um parágrafo enorme, mas um parágrafo. Enfim, enfim.

As diferenças são principalmente culturais, e mais: a influência cultural não paira sobre nós desde o nascimento como um cobertor leve frequentemente. A influência cultural do meio com muita frequência é uma corrente nos prendendo e nos limitando. Gosto de sardinha, gosto do meu Adler; então eu vou puxar sim!

Sugeriu que “ “uma menina vem ao mundo com um preconceito ressoando em seus ouvidos, cuja a única finalidade é roubar-lhe a crença em seu próprio valor, arruinar a sua autoconfiança e destruir sua esperança de algum dia vir a realizar algo de valor... As vantagens óbvias de ser um homem (em nossa sociedade) causaram graves distúrbios no desenvolvimento psíquico das mulheres” ” (Adler, 1973, pp. 41-42).

“Sex”, texto de Alfred Adler publicado em Psychoanalysis and Women. Organizado pela Jean Baker Miller (1973, Editora Penguin, Baltimore).

Alfred Adler: - Obrigado, Aldrin. Agora todas as feministas do Brasil, Mundo, Universo e Espaço Sideral e Além, vão me ler e gostar de mim!

- Tamo junto, Fred!

 

 

Livremente inspirado em “Uma Apreciação da Psicologia da Mulher nas Teorias da Personalidade: Freud, Reich, Adler e Jung”; por Elizabeth Lloyd Mayer. Apêndice do livro Teorias da Personalidade, de James Fadiman e Robert Frager (Traduções de Camila Pedral Sampaio e Sybil Safdié; com a coordenação de Odette de Godoy Pinheiro, 1979, São Paulo, Editora: Harbra Editora Harper & Row do Brasil Ltda).


domingo, 17 de setembro de 2023

Elizabeth Lloyd Mayer e a Psicologia da Mulher 6 de 10

 

Elizabeth Lloyd Mayer e a Psicologia da Mulher 6 de 10

 

Depois de Freud, temos o caso do Wilhelm Reich e o que ele diz sobre as mulheres. Reich é muito excêntrico, mas era sincero, corajoso e muito inteligente também: merece respeito. Ocorre que, logo de cara, precisamos admitir que a psicologia de William Reich era bastante centrada na sexualidade e na influência desta na sociedade. Isso é muito, muito mesmo, mas com certeza não é tudo. Então é difícil o feminismo julgar o Wilhelm Reich como um autor completo e rico, mais fácil o feminismo dar uma atenção ali e aprender acolá e brevemente ir adiante. Mas o que entender?

Reich aproxima-se de Freud na parte da anatomia feminina ser um problema, mas no final Reich é mais esperançoso: o orgasmo feminino ainda há de alcançar todo o seu potencial evolutivo. As mulheres ainda vão ser muito mais felizes no sexo, apesar de Wilheim Reich não ser muito detalhado sobre como seria este futuro. Como quase todo marxista Reich se atrapalhava um pouco na hora de imaginar como seria o futuro... (risos).

 

 

 

Livremente inspirado em “Uma Apreciação da Psicologia da Mulher nas Teorias da Personalidade: Freud, Reich, Adler e Jung”; por Elizabeth Lloyd Mayer. Apêndice do livro Teorias da Personalidade, de James Fadiman e Robert Frager (Traduções de Camila Pedral Sampaio e Sybil Safdié; com a coordenação de Odette de Godoy Pinheiro, 1979, São Paulo, Editora: Harbra Editora Harper & Row do Brasil Ltda).

sábado, 16 de setembro de 2023

Elizabeth Lloyd Mayer e a Psicologia da Mulher 5 de 10

 

Elizabeth Lloyd Mayer e a Psicologia da Mulher 5 de 10

 

Mas Freud encontrou em Erik Erikson (nome poema, como Patricia Petibon e Gilberto Gil) um advogado talentoso. Algumas feministas torceram o nariz para Erik, mas as suas teorias conheceram mais sucesso acadêmico do que críticas negativas.

Freud errou feio sobre as mulheres porque, -segundo Erik Erikson-, ele baseou-se principalmente em mulheres portadoras de sofrimento mental mais do que mulheres comuns, Freud é homem, pô!; e também porque o austríaco não era uma ilha e sofreu portanto a influência cultural da época em que vivia.

Além do mais, a inveja feminina daquela parte da anatomia masculina não deve ser descartava assim tão facilmente. Erik Erikson pergunta: o feminino é diferente do masculino e uma das diferenças é justamente a consciência diferente que as mulheres têm do “espaço corpóreo interno”?

(“Inner and Outer Space: Reflections on Womanhood”, texto de Erik Erikson publicado em Daedelus [“93:582-606”]. Aqui acho que dá para ter certeza de ser “número 93, páginas 582 à página 606”.).

 

Livremente inspirado em “Uma Apreciação da Psicologia da Mulher nas Teorias da Personalidade: Freud, Reich, Adler e Jung”; por Elizabeth Lloyd Mayer. Apêndice do livro Teorias da Personalidade, de James Fadiman e Robert Frager (Traduções de Camila Pedral Sampaio e Sybil Safdié; com a coordenação de Odette de Godoy Pinheiro, 1979, São Paulo, Editora: Harbra Editora Harper & Row do Brasil Ltda).

sexta-feira, 15 de setembro de 2023

Elizabeth Lloyd Mayer e a Psicologia da Mulher 4 de 10

 

Elizabeth Lloyd Mayer e a Psicologia da Mulher 4 de 10

 

Mas Freud, essa suposta inveja que as mulheres podem ter a respeito de... hã?... certa... parte... dos homens... não é uma condenação perpétua a quem nasce mulher. Lembremo-nos do que ensinou Karen Horney sobre uma experiência natural, perfeitamente transformável em combustível para mudanças saudáveis. E pronto. Aliás, homens também podem invejar as mulheres e isso é natural e não é também uma condenação eterna.

(“The Flight from Womanhood” (1926), texto da Karen Horney publicado em Feminine Psychology [1967, Editora Norton, Nova Iorque]).

 

 


Livremente inspirado em Uma Apreciação da Psicologia da Mulher nas Teorias da Personalidade: Freud, Reich, Adler e Jung; por Elizabeth Lloyd Mayer. Apêndice do livro Teorias da Personalidade, de James Fadiman e Robert Frager (Traduções de Camila Pedral Sampaio e Sybil Safdié; com a coordenação de Odette de Godoy Pinheiro, 1979, São Paulo, Editora: Harbra Editora Harper & Row do Brasil Ltda).