Fantasma
no Litoral Paulista
Meus
sentimentos às famílias e aos amigos das mesmas atingidos por esta
tragédia. Não pode chover forte no Brasil.
Um
fantasma ronda o litoral paulista e todo o Brasil: um dos lemas aqui
deste blog inclusive: o espectro do individualismo: o
brasileiro existe?; uma história tão trágica; será que a
memória de uns é a mesma de outros? Sempre
lembro que a primeira coisa genérica sobre o Brasil que me ensinaram
é que este “é um país sem memória”.
Mais do que repetir erros, a falta de memória corrói a liga social.
A
tragédia no litoral paulista. Chamou atenção mais uma vez a
incompetência dos políticos em prevenir esse tipo de situação de
chuva muito forte. Mas também chamou a atenção alguns moradores de
um condomínio de luxo atingidos pela enchente agredindo jornalistas
que registraram os seus apartamentos destruídos pela enchente. Os
moradores de favelas não reagem desse jeito quando atingidos por
enchentes. E também chamou a atenção alguns comerciantes vendendo
garrafões de água potável a quase cem Reais a unidade. E ainda
teve o episódio de alguns turistas ainda visitando: metade da cidade
destruída e alguns turistas na parte da praia que ainda continua
limpa e bonita… Registra-se que foram mais de uma cidade atingidas
pelas chuvas fortes.
A
diagonal que atravessa os pontos destacados é a nossa falta de
espírito comunitário. É nessas horas que a gente lembra da
importância das praças e parques, onde moradores podem se
encontrar. A importância das festas autóctones, a manifestação de
um passado em comum na cidade. A importância dos cumprimentos “bom
dia”, “boa tarde”… De grão em grão…. De uma cidade
pequena, para o país. Mas a cidadania dá trabalho…
O
fantasma do individualismo egoísta vive entre nós brasileiros.
Tiradentes: “Se todos quisermos, poderemos fazer deste
país uma grande nação. Vamos fazê-la.”