Bom dia, eu me chamo Aldrin Iglesias e aqui estarão fotografias e textos realizados por mim. É que eu sou fotógrafo e também gosto de ler.
sábado, 30 de setembro de 2023
quinta-feira, 28 de setembro de 2023
28 de setembro de 2023
28 de setembro de 2023
Amigo, não aguento mais
reapresentar o que achei mais interessante de Teorias da Personalidade, de Fadiman
e Frager. É um dos livros mais
maravilhosos que já conheci, mas graças à minha desorganização fiquei tempo
demais com ele e não aguento mais. Mas ainda falta a parte oriental do trem e o
Abraham Maslow.
Era para ser William James, Alfred Adler, mulheres, oriente e pronto. Mas uma citação que por
acaso encontrei do Abraham Maslow,
mais uma coisa que ele escreveu sobre sinergia me fizeram acreditar que eu
precisava dele. A citação tem haver com o pessimismo estrutural-essencial em Freud, coisa que até um leigo como eu
já suspeitava. Sinergia é porque a minha família aqui tem sinergia zero, a
gente não consegue olhar na mesma direção e frequentemente nos vemos falando
línguas diferentes. Trabalho em equipe é quase impossível. Pouco mais do que
três pessoas estranhas morando na mesma casa.
Mas eu preciso terminar o
trabalho. Sou tão infantil e terminar o trabalho tem algo de adulto e maduro
não é? Então vou ser breve e posso até transformar as lições em textos reservas
para este blog ser diário. Quem sabe? Então vamos começar logo.
Havia um crescente
orientalismo nos Estados Unidos em meados da década de 1970. Orientalismo no
Ocidente tem quase sempre, mas em alguns momentos o trem tá forte. E vice
versa, já que no Oriente o pessoal também inventa de querer imitar-nos. O que
nós claro, aqui, achamos uma tremenda bobagem. Mas é preciso acreditar que os
sábios de cada lado vão saber desenvolver-se e as melhores ideias vão florescer
melhor com a mistura inevitável. Apesar da frequente burrice da humanidade “cantar
de galo” frequentemente.
quarta-feira, 27 de setembro de 2023
27 de setembro de 2023
27 de setembro de 2023
Meu amigo, como você vai? Eu
sei que você está morto e também sei que só lembrei-me de você agora, mas eu
preciso escrever para alguém! Por isso nunca consegui escrever um diário, eu
preciso saber que estou escrevendo para alguém. Mesmo que a chance seja de
0,00001%. Se não é zero, já é suficiente para mim.
Mas como você está? Sei que
você está no céu. Sou agnóstico, mas sei que você está no céu. Este catolicismo
não praticante de minha parte. Fazer o quê? Humanismo renascentista e
iluminismo; pois não me venham com crachás de procuração para falar em nome de
tudo aquilo que é divino! Divino é apenas o humano.
Mas onde a gente estava? Eu
me formei em jornalismo. Era para você ter se formado também, se não fosse o
ataque cardíaco no jogo de vôlei. Bom, desde então eu continuei praticamente o
mesmo. Minhas experiências profissionais pararam em 2013. Eu não sei explicar
2013-2023. Não é uma década perdida, eu só não sei identificar a sabedoria
escondida ali naqueles dez anos. Os meus sete
anos de Thorstein Veblen viraram
dez anos aldrinianos.
Eu sou mesmo uma marmota. E
como eu tenho medo! Medo de altura, medo de dirigir (apesar de saber dirigir
uma locomotiva a vapor, mas essa história conto em outra ocasião), medo da
violência, medo de virar adulto e medo de intimidade. A se acreditar naquele
teste de psicologia on line e mesmo numa olhada para minha vida pregressa, o
meu medo de intimidade é mesmo o central. Eu devo ter o ego mais frágil do
mundo ou o mais forte, não sei se faz diferença isso; não tenho intimidade com
a escola de pensamento psicanalítico. O que fazer? Olha só, só reclamei, só dei
voltas em mim mesmo nesta primeira vez que converso contigo. Ah, ego meu! Mas é
só a primeira carta.
terça-feira, 26 de setembro de 2023
Henriqueta e os índios
Henriqueta e os Índios
Marco
Temporal
- Mãe, você já viu isso
acontecer no Brasil?
Aí minha mãe, muito
influenciada pelo bolsonarismo, ficou mais tranquila.
Os latifundiários/ruralistas
medonhos vão vencer no final como sempre, mas é justo comemorarmos com os
nossos índios brasileiros a votação no Superior Tribunal Federal que julgou o
Marco Temporal injusto. Nos meses e meses que antecederam a Constituinte (as
reuniões prévias para escrever a nossa atual constituição), o campo brasileiro
sofreu nas mãos dos latifundiários mais medonhos. Estavam com medo da nova
constituição, então esses latifundiários medonhos atacaram com uma violência
assustadora. O medo era infundado, pois, como explicou Lúcio Flávio Pinto, o maior jornalista do Brasil, a nova constituição
foi conservadora neste aspecto do direito à terra. Mesmo até em relação ao
famoso Estatuto da Terra do Governo Ditatorial do General Castelo Branco.
Os territórios reservados
aos indígenas são ilhas em meio às ameaças constantes de ataques vindo de todos
os lados, mas os críticos dos índios gostam de mentir com Matemática ao somar
todos os territórios e apresentá-los juntos em um mapa para impressionar as
pessoas. Inteligente, mas desonesto.
Henriqueta
Lisboa
Voltei a ler um poema da Obra Completa de Henriqueta Lisboa (2020, organização de Reinaldo Marques e Wander
Melo, Editora Petrópolis, São Paulo, 2020) antes de dormir. É mulher e é
poeta, o que não é muito comum de se ver em minha biblioteca pessoal. Além do
mais ela é mineira e eu gosto de pensar que eu sou um bom mineiro. Seja lá o
que for o que é ser mineiro ou mineira. Mas o principal não é isso. Nem a
edição em três volumes ser em encadernação bonita e luxuosa. Nem ser uma “obra
completa”. Nem o fato dela ter o charme de ser uma autora não muito popular
entre o grande público (como acontece com a também poetisa Cecília Meireles). E nem o fato de nascida no comecinho do século
XX, este período histórico que gosto tanto que é a belle époque. Na verdade o trem essencial verdadeiro foi o fato que
pela milésima vez uma escultura feita em homenagem a ela foi vandalizada em
Belo Horizonte. Pela milésima vez roubaram as mãos da estátua representando a Henriqueta Lisboa e jogaram tinta na
estátua. Fiquei com dó.
Mas tudo isso é nada, o fato
é que ela é uma grande poetisa mesmo. Henriqueta
Lisboa realmente é uma poetisa de primeira grandeza. E dormir depois de ler
um poema dela é perfeito. Perfeição que promete durar bastante tempo porque vou
ler a obra dela toda.