quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

A Melhor Biblioteca do Brasil em 1994

 

A Melhor Biblioteca do Brasil em 1994



Mas sou mesmo uma marmota, como vocês já sabem. Falei da reportagem “Biblioteca Nacional” (Rinaldo Gama, Revista Veja, 23 de novembro de 1994) no post “O Caminho para Clarice” [ https://amorequeijo.blogspot.com/2022/06/o-caminho-para-clarice.html ], e fiquei devendo a lista de livros. Lista principal, claro, mas também a lista dos intelectuais convidados. Claro, claro, também. E, no final; aliás, não: as damas primeiro. Antes de tudo a lista das autoras citadas.

Para quem chegou agora: Cânone Ocidental, de Harold Bloom, já tinha sido lançado nos Estados Unidos há três meses com sucesso e a Editora Objetiva já planejava lançar o livro aqui no Brasil; inspirado nisso o Rinaldo Gama escreve a reportagem Biblioteca Nacional (Revista Veja, 23 de novembro de 1994).




AS AUTORAS LEMBRADAS

Elas não aparecem na lista final das 22 obras mais citadas que formam os mais importantes livros do Brasil em 1994, mas nas listas particulares elas aparecem.

Pausa.

Rinaldo Gama escreve na reportagem que foram ouvidos 15 intelectuais. Todos homens, como escrevi também em “O Caminho para Clarice”; ocorre que na reportagem aparecem a lista de onze. Faltou as listas de maiores livros do Brasil escolhidos pelo renascentista Darcy Ribeiro, o historiador José Murilo de Carvalho, o cientista político Wanderley Guilherme dos Santos e o crítico literário Fábio Lucas. Se estes citaram mulheres, lamento, não tive acesso à lista de livros que eles votaram por não estarem na reportagem.

Então vamos lá.

O LUSTRE – Clarice Lispector. (Lembrado pelo Celso Furtado.)

LAÇOS DE FAMÍLIA – Clarice Lispector. (Lembrada duas vezes; pelo Alfredo Bosi e pelo Ferreira Gullar.)

ROMANCEIRO DA INCONFIDÊNCIA – Cecília Meireles. (Lembrado pelo João Ubaldo Ribeiro).

O MESSIANISMO NO BRASIL E NO MUNDO – Maria Isaura de Queiróz. (Lembrado pelo Roberto DaMatta.)

DA MONARQUIA A REPÚBLICA – Emília Viotti da Costa. (Lembrado pelo Roberto DaMatta.)

QUARTO DE DESPEJO – Carolina de Jesus. (Lembrado pelo Roberto daMatta).

Uma nota: dos 11 autores que na reportagem de Rinaldo Gama apareceram com as suas obras listadas, o Roberto DaMatta foi quem mais lembrou de autoras. Ele lembrou de três autoras. Todos os outros, quando lembraram das autoras; ficaram em apenas uma autora.

Agora vamos para a lista principal, a lista dos 22 mais importantes livros do Brasil. Em 1994.




Os Mais Importantes Livros do Brasil (eleição em 1994).

(Reportagem “Biblioteca Nacional” [Rinaldo Gama, Revista Veja, 23 de novembro de 1994].)

É interessante especular como seria uma votação semelhante mais recente. 2004, 2014 ou mesmo hoje em 2023.

OS SERTÕES – Euclides da Cunha (lembrado por 15 votantes).

CASA-GRANDE & SENZALA – Gilberto Freyre (lembrado por 14 votantes).

GRANDE SERTÃO: VEREDAS – João Guimarães Rosa (lembrado por 13 votantes).

MACUNAÍMA – Mário de Andrade (lembrado por 11 votantes).

DOM CASMURRO – Joaquim Maria Machado de Assis (lembrado por 8 votantes).

RAÍZES DO BRASIL – Sérgio Buarque de Holanda (lembrado por 8 votantes).

MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS – Joaquim Maria Machado de Assis (lembrado por 7 votantes).

VIDAS SECAS – Graciliano Ramos (lembrado por 6 votantes).

UM ESTADISTA DO IMPÉRIO – Joaquim Nabuco (lembrado por 6 votantes).

FORMAÇÃO DA LITERATURA BRASILEIRA – Antônio Cândido (lembrado por 5 votantes).

O TEMPO E O VENTO – Erico Verissimo. (Lembrado por 5 votantes).

FOGO MORTO – José Lins do Rego. (Lembrado por 5 votantes).

FORMAÇÃO ECONÔMICA DO BRASIL – Celso Furtado. (Lembrado por 5 votantes).

O POETA GREGÓRIO DE MATOS (Lembrado por 5 votantes).

OS DONOS DO PODER – Raymundo Faoro. (Lembrado por 4 votantes).

TRISTE FIM DE POLICARPO QUARESMA – Lima Barreto. (Lembrado por 4 votantes).

FORMAÇÃO DO BRASIL CONTEMPORÂNEOS – Caio Prado Júnior. (Lembrado por 4 votantes).

O ATENEU – Raul Pompéia. (Lembrado por 4 votantes).

IRACEMA – José de Alencar. (Lembrado por 4 votantes).

GABRIELA, CRAVO E CANELA – Jorge Amado. (Lembrado por 4 votantes).

O POETA CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE (Lembrado por 4 votantes).

O POETA MANUEL BANDEIRA (Lembrado por 4 votantes).

Todo mundo lembrou-se de Joaquim Maria Machado de Assis. O único a aparecer duas vezes na lista. Uma vez mais confirma o seu lugar central nas letras brasileiras. Isoladamente Os Sertões, de Euclides da Cunha, é o livro “vencedor”. Bom lembrar aqui de Eduardo Bueno em sua História do Brasil (1997, Folha da Manhã e Zero Hora/RBS Jornal. Segunda edição.) escrevendo sobre este livro: “talvez o maior clássico da literatura brasileira”. Há mais prosa que poesia; há mais romances que poesia; e 36% de obras são de não-ficção. Foram citados 152 livros e destes 112 tiveram apenas uma citação (74%); o que indica a existência sim de um cânone nacional. E este é velho, pois mais novo livro da lista (Formação Econômica do Brasil, do Celso Furtado) é de 1960. O Brasil na lista é mais rural do que urbano, explicado pelo fato que foi só no começo do século XX que a urbanização realmente começou por aqui. “Obrigado”, Dom Pedro II; seu tonto. Um espectro ronda diagonalmente o cânone nacional: a procura pela identidade nacional: não sabemos quem somos até 1994: sabemos quem somos em 2023? Ninguém me perguntou, mas eu respondo: ainda não sabemos quem somos.



Agora a menção honrosa / casos curiosos:

O POETA GONÇALVES DIAS.

Ele foi lembrado pelo Wilson Martins, Alfredo Bosi, Ferreira Gullar e pelo Josué Montello. Foram quatro votos, portanto. A mesma pontuação de Drummond e Bandeira. Não seria suficiente para entrar na lista também? Ah, Rinaldo Gama… (risos)


O POETA JOÃO CABRAL DE MELO NETO.

Ele foi lembrado pelo João Ubaldo Ribeiro, Ferreira Gullar, pelo Josué Montello e pelo Luís Costa Lima. Ou seja, também quatro votos como o Gonçalves Dias e também era outro que devia e acabou não fazendo companhia a Bandeira e Drummond. Ah, Rinaldo Gama… (risos)


O POETA CASTRO ALVES.

Este poeta recebeu três votos; foi lembrado pelo João Ubaldo Ribeiro, José Paulo Paes e pelo Josué Montello. Não entrou na lista final “justos-técnicos”, por assim dizer. É interessante aqui fazer o paralelo com o verbete “Castro Alves” escrito pelo Afrânio Coutinho para a Enciclopédia Barsa (Encyclopedia Britannica Editores Ltda., “impresso nos Estados Unidos do Brasil”, 1967. A edição “vulgata” [risos].). Cito um trecho:

O mais popular do Brasil, pelo número de edições e afinidade com as qualidades da alma de seu povo, pode ser considerado o bardo nacional.” Lindas palavras. Castro Alves perdeu para Bandeira e Drummond em 1994, sobre este último na reportagem de Rinaldo Gama o professor Antônio Medina Rodrigues escreve: “(Drummond) a síntese mais fina e profunda da cultura brasileira.Ou seja, Drummond foi elogiado quase da mesma forma que Castro Alves: um resumo possível da alma brasileira. Na dúvida, claro claro, leia os dois poetas.


OS SERMÕES – Padre Antônio Vieira.

Aquele que o poeta português Fernando Pessoa chamou de “o imperador da língua portuguesa” e que a minha professora de literatura no colégio disse que daria um braço para passar uma tarde conversando; só recebeu o voto do João Ubaldo Ribeiro.


Eu senti falta ainda de algum livro sobre Aleijadinho, Getúlio Vargas (“o brasileiro mais importante do século XX”, segundo uma entrevista que eu vi na televisão com o Fernando Moraes; mas não lembro quando e onde e nem sei se depois ele mudou de opinião) e algum livro sobre futebol e sobre música popular brasileira. Sem mencionar claro claro claro claro, que mais uma vez mais uma vez mais uma vez e mais uma vez esqueceram o professor dos professores, o mestre dos mestres, a mistura de poesia e Aristóteles e a mistura do Sol sobre o Rio Grande do Norte com o Luar sob o Rio Potengi; o Luís da Câmara Cascudo. Lembraram do amigo dele, o Gilberto Freyre. Aliás, pausa pausa. É até bom que atualiza bem o trem aqui “tão” 1994. O grupo Casa do Saber ( https://casadosaber.com.br/ e https://www.youtube.com/@casadosaber/featured ) planeja em 2023 lançar um curso chamado “Pensadores e Pensadoras do Brasil” ( https://www.youtube.com/watch?v=Q7EQ9dfzqeg ). Três coisas. Primeiro que o nome está errado, tinha que ser “PensadoRAS e pensadores do Brasil”. As damas primeiro, sempre. Segundo que pelo trailer não vai haver imparcialidade no trato do Gilberto Freyre e isso não é justo. E o terceiro ponto, claro claro, é a ausência mais uma vez em um grupo de acadêmicos alguém lembrando do Luís da Câmara Cascudo. Não sou assinante da Casa do Saber, mas já assisti a vários vídeos de lá e eu recomendo.




Agora as 11 listas. O “*” fica diante de algum livro que eu achei curioso. Curioso por quê? O critério? Sei lá. Completamente subjetivo o meu trem.


A lista de CELSO FURTADO, economista e político.

DOM CASMURRO – Joaquim Maria Machado de Assis.

O GUARANI – José de Alencar.

VIDAS SECAS – Graciliano Ramos.

GRANDE SERTÃO: VEREDAS – Guimarães Rosa.

GABRIELA, CRAVO E CANELA – Jorge Amado.

MENINO DE ENGENHO – José Lins do Rego.

MACUNAÍMA – Mário de Andrade.

O ATENEU – Raul Pompéia.

QUARUP – Antônio Calado.

O LUSTRE – Clarice Lispector.

CASA-GRANDE & SENZALA – Gilberto Freyre.

OS SERTÕES – Euclides da Cunha.

MINHA FORMAÇÃO – Joaquim Nabuco.

RAÍZES DO BRASIL – Sérgio Buarque de Holanda.

FORMAÇÃO DO BRASIL CONTEMPORÂNEO – Caio Prado Júnior.

FORMAÇÃO DA LITERATURA BRASILEIRA – Antônio Cândido.

AVES DO BRASIL – Augusto Ruschi.

OSCAR NIEMEYER – Oscar Niemeyer.

EXPOSIÇÃO AOS CREDORES – Visconde de Mauá. ( * )

FLUXO E REFLUXO – Pierre Vergé.




A lista do WILSON MARTINS, crítico literário.

A CULTURA BRASILEIRA – Fernando de Azevedo.

QUINCAS BORBA – Joaquim Maria Machado de Assis.

FORMAÇÃO DA LITERATURA BRASILEIRA – Antônio Cândido.

O GUARANI – José de Alencar.

OS SERTÕES – Euclides da Cunha.

CASA-GRANDE & SENZALA – Gilberto Freyre.

DOM JOÃO VI NO BRASIL – Manuel de Oliveira Lima. ( * )

PRIMEIROS CANTOS – Gonçalves Dias.

CONTRIBUIÇÃO À HISTÓRIA DAS IDEIAS NO BRASIL – Cruz Costa.

A LITERATURA NO BRASIL – Afrânio Coutinho.

RIO BRANCO – Álvaro Lins.

HISTÓRIA DO POSITIVISMO NO BRASIL – Ivan Lins.

HISTÓRIA DA INTELIGÊNCIA BRASILEIRA – Wilson Martins. (Humildade, héin Wilson?)

PANORAMA DO MOVIMENTO SIMBOLISTA BRASILEIRO – Andrade Murici.

UM ESTADISTA DO IMPÉRIO – Joaquim Nabuco.

O LIVRO, O JORNAL E TIPOGRAFIA NO BRASIL – Carlos Rizzini.

HISTÓRIA DA LITERATURA BRASILEIRA – Sílvio Romero.

A ROSA DO POVO – Carlos Drummond de Andrade.

GRANDE SERTÃO: VEREDAS – Guimarães Rosa.

POPULAÇÕES MERIDIONAIS DO BRASIL – Oliveira Viana.




A lista de ALFREDO BOSI, professor, escritor e crítico literário.

POESIAS COMPLETAS – Gregório de Matos.

O URUGUAI – Basílio da Gama.

POESIAS COMPLETAS – Gonçalves Dias. ( * )

IRACEMA – José de Alencar.

DOM CASMURRO – Joaquim Maria Machado de Assis.

O ABOLICIONISMO – Joaquim Nabuco.

O ATENEU – Raul Pompéia.

OS SERTÕES – Euclides da Cunha.

TRISTE FIM DE POLICARPO QUARESMO – Lima Barreto.

MACUNAÍMA – Mário de Andrade.

VIDAS SECAS – Graciliano Ramos.

FOGO MORTO – José Lins do Rego.

FORMAÇÃO DO BRASIL CONTEMPORÂNEO – Caio Prado Júnior.

FORMAÇÃO DA LITERATURA BRASILEIRA – Antônio Cândido.

CASA-GRANDE & SENZALA – Gilberto Freyre.

GRANDE SERTÃO: VEREDAS – João Guimarães Rosa.

POESIA COMPLETA – Carlos Drummond de Andrade.

POESIA COMPLETA – Manuel Bandeira.

LAÇOS DE FAMÍLIA – Clarice Lispector.

O ESCRAVISMO COLONIAL – Jacob Gorender.




A lista de JOÃO UBALDO RIBEIRO, escritor.

SERMÕES COMPLETOS – Padre Antônio Vieira.

FORMAÇÃO DO BRASIL CONTEMPORÂNEO – Caio Prado Júnior.

ESPUMAS FLUTUANTES – Castro Alves.

ROMANCEIRO DA INCONFIDÊNCIA – Cecília Meireles.

O TEMPO E O VENTO – Érico Veríssimo.

OS SERTÕES – Euclides da Cunha.

CASA-GRANDE & SENZALA – Gilberto Freyre.

VIDAS SECAS – Graciliano Ramos.

POESIA COMPLETA – Gregório de Matos.

GRANDE SERTÃO: VEREDAS – João Guimarães Rosa.

TERCEIRA FEIRA – João Cabral de Melo Neto.

ENSAIOS – João Ribeiro. ( * )

MAR MORTO – Jorge Amado.

INVENÇÃO DE ORFEU – Jorge de Lima.

IRACEMA – José de Alencar.

TRISTE FIM DE POLICARPO QUARESMA – Lima Barreto.

DOM CASMURRO – Joaquim Maria Machado de Assis.

MACUNAÍMA – Mário de Andrade.

OBRA INFANTIL – Monteiro Lobato.

RAÍZES DO BRASIL – Sérgio Buarque de Holanda.




A lista de ROBERTO CAMPOS, economista e político.

CASA-GRANDE & SENZALA – Gilberto Freyre.

OS SERTÕES – Euclides da Cunha.

MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS – Joaquim Maria Machado de Assis.

GRANDE SERTÃO: VEREDAS – João Guimarães Rosa.

ENSAIOS ANALÍTICOS – Mario Henrique Simonsen. ( * )

FORMAÇÃO ECONÔMICA DO BRASIL – Celso Furtado.

LIBERALISMO ANTIGO E MODERNO – José Guilherme Merquior.

UM ESTADISTA DO IMPÉRIO – Joaquim Nabuco.

INSTITUIÇÕES POLÍTICAS BRASILEIRAS – Oliveira Vianna.

HISTÓRIA DA LITERATURA BRASILEIRA – Sílvio Romero.

HISTÓRIA DA INTELIGÊNCIA BRASILEIRA – Wilson Martins.

RAÍZES DO BRASIL – Sérgio Buarque de Holanda.

OS DONOS DO PODER – Raymundo Faoro.

FILOSOFIA DO DIREITO – Miguel Reale.

PRINCÍPIOS DE ECONOMIA MONETÁRIA – Eugênio Gudin.

COMENTÁRIOS AO CÓDIGO CIVIL – Pontes de Miranda.

POESIAS COMPLETAS – Gregório de Matos.

CARTAS DA INGLATERRA – Rui Barbosa.

O ÍNDIO BRASILEIRO E A REVOLUÇÃO FRANCESA – Afonso Arinos.

POESIAS COMPLETAS – Carlos Drummond de Andrade.




A lista de JOSÉ PAULO PAES, poeta e tradutor.

POESIAS COMPLETAS – Gregório de Matos.

MARÍLIA DE DIRCEU – Tomás Antônio Gonzaga.

MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS – Manuel Antônio de Almeida.

OS ESCRAVOS – Castro Alves.

O CORTIÇO – Aluísio de Azevedo.

MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS – Joaquim Maria Machado de Assis.

DOM CASMURRO – Joaquim Maria Machado de Assis.

OS SERTÕES – Euclides da Cunha.

EU – Augusto dos Anjos. ( * )

TRISTE FIM DE POLICARPO QUARESMA – Lima Barreto.

MACUNAÍMA – Mário de Andrade.

A SAGA DO SÍTIO DO PICA-PAU AMARELO – Monteiro Lobato.

FOGO MORTO – José Lins do Rego.

VIDAS SECAS – Graciliano Ramos.

POESIAS COMPLETAS – Manuel Bandeira.

POESIAS COMPLETAS – Carlos Drummond de Andrade.

CASA-GRANDE & SENZALA – Gilberto Freyre.

GRANDE SERTÃO: VEREDAS – João Guimarães Rosa.

O TEMPO E O VENTO – Érico Veríssimo.

GABRIELA, CRAVO E CANELA – Jorge Amado.



A lista de FERREIRA GULLAR, poeta.

MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS – Joaquim Maria Machado de Assis.

IRACEMA – José de Alencar.

OS SERTÕES – Euclides da Cunha.

ÚLTIMOS CANTOS – Gonçalves Dias.

EU – Augusto dos Anjos. ( * )

MACUNAÍMA – Mário de Andrade.

VIDAS SECAS – Graciliano Ramos.

FOGO MORTO – José Lins do Rego.

GABRIELA, CRAVO E CANELA – Jorge Amado.

GRANDE SERTÃO: VEREDAS – João Guimarães Rosa.

LAÇOS DE FAMÍLIA – Clarice Lispector.

LIBERTINAGEM – Manuel Bandeira.

A ROSA DO POVO – Carlos Drummond de Andrade.

POESIA LIBERDADE – Murilo Mendes.

DUAS ÁGUAS – João Cabral de Melo Neto.

VESTIDO DE NOIVA – Nelson Rodrigues.

O PAGADOR DE PROMESSAS – Dias Gomes.

FORMAÇÃO HISTÓRICA DO BRASIL – Nelson Werneck Sodré.

RAÍZES DO BRASIL – Sérgio Buarque de Holanda.

O COBRADOR – Rubem Fonseca.




A lista de FRANCISCO IGLÉSIAS, historiador e que não é meu parente segundo uma parente dele de personalidade forte no FaceBook anos e anos atrás que eu tenho que contar essa história um dia saudade dela que era produtora cultural e até saiu do país se não me falha a memória e “iglésias” é sobrenome comum no sul da Espanha o único famoso da minha família lá parece ser um rebelde republicano da época da Guerra Civil Espanhola (1936-1939) mas nem disso tenho certeza assim como porque não estou conseguindo usar vírgulas aqui apenas o ponto final ponto. Eu sou muito estranho, mas no geral você pode confiar em mim. Ponto.

O BRASIL NA HISTÓRIA – Manuel Bonfim.

HISTÓRIA CONCISA DA LITERATURA BRASILEIRA – Alfredo Bosi.

FORMAÇÃO DA LITERATURA BRASILEIRA – Antônio Cândido.

OS SERTÕES – Euclides da Cunha.

OS DONOS DO PODER – Raymundo Faoro.

A REVOLUÇÃO BURGUESA NO BRASIL – Florestan Fernandes.

CASA-GRANDE & SENZALA – Gilberto Freyre.

FORMAÇÃO ECONÔMICA DO BRASIL – Celso Furtado.

RAÍZES DO BRASIL – Sérgio Buarque de Holanda.

CORONELISMO, ENXADA E VOTO – Vitor Nunes Leal.

MACUNAÍMA – Mário de Andrade.

GRANDE SERTÃO: VEREDAS – João Guimarães Rosa.

UM ESTADISTA DO IMPÉRIO – Joaquim Nabuco.

CONSCIÊNCIA E REALIDADE NACIONAL – Álvaro Vieira Pinto. ( * )

FORMAÇÃO DO BRASIL CONTEMPORÂNEO – Caio Prado Júnior.

ASPIRAÇÕES NACIONAIS – José Honório Rodrigues.

MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS – Joaquim Maria Machado de Assis.

A POLÍTICA GERAL DO BRASIL – José Maria dos Santos.

INTRODUÇÃO À REVOLUÇÃO BRASILEIRA – Nelson Werneck Sodré.

O TEMPO E O VENTO – Érico Veríssimo.




A lista de ROBERTO DAMATTA, antropólogo.

O ALIENISTA – Joaquim Maria Machado de Assis.

OS BRUZUNDANGAS – Lima Barreto.

GABRIELA, CRAVO E CANELA – Jorge Amado.

SAGARANA – Guimarães Rosa.

GATO PRETO EM CAMPO DE NEVE – Érico Veríssimo. ( * )

FORMAÇÃO ECONÔMICA DO BRASIL – Celso Furtado.

OS SERTÕES – Euclides da Cunha.

CASA-GRANDE & SENZALA – Gilberto Freyre.

RAÍZES DO BRASIL – Sérgio Buarque de Holanda.

BANDEIRANTES E PIONEIROS – Viana Moog.

DIALÉTICA DA MALANDRAGEM – Antônio Cândido.

O MESSIANISMO NO BRASIL E NO MUNDO – Maria Isaura de Queiróz.

O NEGRO NO MUNDO DOS BRANCOS – Florestan Fernandes.

TANTO PRETO QUANTO BRANCO – Oracy Nogueira.

DA MONARQUIA A REPÚBLICA – Emília Viotti da Costa.

CAPITALISMO AUTORITÁRIO E CAMPESINATO – Otávio Velho.

QUARTO DE DESPEJO – Carolina de Jesus.

BRASIL AOS TRANCOS E BARRANCOS – Darcy Ribeiro.

A VIDA COMO ELA É – Nelson Rodrigues.

MACUNAÍMA – Mário de Andrade.




A lista de JOSUÉ MONTELLO, escritor.

POESIAS COMPLETAS – Gregório de Matos.

MARÍLIA DE DIRCEU – T. A. Gonzaga.

CANTOS – Gonçalves Dias.

ESPUMAS FLUTUANTES – Castro Alves.

OS SERTÕES – Euclides da Cunha.

MEMÓRIA DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS – Manuel Antônio de Almeida.

BROQUÉIS – Cruz e Souza.

UM ESTADISTA DO IMPÉRIO – Joaquim Nabuco.

JORNAL DE TIMON – João Francisco de Lisboa. ( * )

DOM CASMURRO – Joaquim Maria Machado de Assis.

CASA-GRANDE & SENZALA – Gilberto Freyre.

LIRA DOS CINQUENT´ANOS – Manuel Bandeira.

FOGO MORTO – José Lins do Rego.

O TEMPO E O VENTO – Érico Veríssimo.

SEGREDOS DA INFÂNCIA – Augusto Meyer.

OS VELHOS MARINHEIROS – Jorge Amado.

MACUNAÍMA – Mário de Andrade.

MORTE E VIDA SEVERINA – João Cabral de Melo Neto.

GRANDE SERTÃO: VEREDAS – João Guimarães Rosa.

OS DONOS DO PODER – Raymundo Faoro.




A lista de LUÍS COSTA LIMA, professor e ensaísta.

IRACEMA – José de Alencar.

MEMÓRAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS – Joaquim Maria Machado de Assis.

QUINCAS BORBA – Joaquim Maria Machado de Assis.

UM ESTADISTA DO IMPÉRIO – Joaquim Nabuco.

OS SERTÕES – Euclides da Cunha.

CASA-GRANDE & SENZALA – Gilberto Freyre.

INSTITUIÇÕES POLÍTICAS BRASILEIRAS – Oliveira Viana.

A AMÉRICA LATINA – Manoel Bomfim.

MACUNAÍMA – Mário de Andrade.

MEMÓRIAS SENTIMENTAIS DE JOÃO MIRAMAR – Oswald de Andrade.

SERAFIM PONTE GRANDE – Oswald de Andrade.

LIBERTINAGEM – Manuel Bandeira.

SENTIMENTO DO MUNDO – Carlos Drummond de Andrade.

POESIA LIBERDADE – Murilo Mendes.

EDUCAÇÃO PELA PEDRA – João Cabral de Melo Neto.

GRANDE SERTÃO: VEREDAS – João Guimarães Rosa.

ANGÚSTIA – Graciliano Ramos.

MENINA MORTA – Cornélio Pena. ( * )

VISÃO DO PARAÍSO – Sérgio Buarque de Holanda.

TRISTE FIM DE POLICARPO QUARESMA – Lima Barreto.

domingo, 5 de fevereiro de 2023

Teresa é a Teresa e Também o Mundo


Teresa é a Teresa e Também o Mundo


A artista primordial essencial navegante Fauh Meyer Leiro ( https://www.instagram.com/fauhmeyerleiro/ e https://web.facebook.com/fauhmeyerleiro/?_rdc=1&_rdr . Tem e-mail no perfil no FaceBook, mas fiquei com vergonha de divulgá-lo aqui.) interpretando / recitando / desabrochando o poema Teresa de Manuel Bandeira.

A primeira vez que vi Teresa

Achei que ela tinha pernas estúpidas

Achei também que a cara parecia uma perna


Quando vi Teresa de novo

Achei que os olhos eram muito mais velhos que o resto do corpo

(Os olhos nasceram e ficaram dez anos esperando que o resto do corpo nascesse)


Da terceira vez não vi mais nada

Os céus se misturaram com a terra

E o espírito de Deus voltou a se mover sobre a face das águas.

TERESA – Manuel Bandeira.


O meu poema favorito de todos os tempos até as 14 horas do dia 4 de fevereiro de 2023. Eu tinha pedido isso a Fauh e ela me deu este presente. Minha vaidade de filho único e nativo do signo de câncer ficou eufórica. (risos)


Agora isso. Desde que eu conheci este poema, a minha interpretação foi a mesma: é a descrição de um narrador apaixonando-se pela Teresa. Ele começa achando-a feia, depois se vê preso pela curiosidade e encantamento e, no final, o êxtase divino. Ele descobre-se apaixonado, amando a Teresa.

Bom, bom. Esse romantismo, o fato do poema ser curto e assim facilmente decorável, ao mesmo tempo concreto e surreal; eram elementos que me atraem neste poema de Manuel Bandeira. Ocorre que por causa do vídeo eu fiquei pensando pensando pensando pensando muito sobre o poema e outra interpretação nasceu em mim: a Teresa é o mundo e o narrador somos todos nós crescendo conhecendo este mundo. Começamos birrentos, estranhando, de maneira arisca porque o mundo mesmo parece arisco a nós tão frágeis que somos. Aí crescemos um pouco e amadurecemos e criamos então uma interpretação do mundo. O mundo / vida é infinitamente maior, daí que todas as nossas ideias e ideologias e religiões e ciências e óculos poéticos parecem meio patéticos de certa forma; entendem?

Achei que os olhos eram muito mais velhos que o resto do corpo

(Os olhos nasceram e ficaram dez anos esperando que o resto do corpo nascesse)

Então, - finalmente - , chegamos no auge da idade, do amadurecimento, do corpo, a beira da morte, ou da grande crise, ou noite de sexo, ou tiroteio durante uma guerra, diante do mais belo sorriso do mundo, no fim do mais difícil trabalho, depois de 20 anos no laboratório de física, diante da mais bela obra de arte; ou sei lá como nomear aquilo que é a explosão desabrochar que é realmente verdadeira e humana. Daí a linguagem mística dos últimos versos.


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

3 de fevereiro de 2023

 

3 de fevereiro de 2023


Genocídio contra os brasileiros Yanomami

Eu não queria escrever sobre o assunto, porque ele é ruim demais. Me faz muito mal. Nem me informar muito sobre o assunto eu quis, para não sentir-me ainda pior. Agora escrevendo aqui, passando rapidamente os olhos em algumas notícias vamos ver juntos a magnitude da tragédia que se revela agora que dezembro de 2022 acabou: endinheirados de São Paulo “lavando” dinheiro de garimpos ilegais; adolescentes grávidas de garimpeiros; invasão de terra; rios poluídos com mercúrio; malária; crianças morrendo de fome; Roraima avisou e avisou Brasília que a situação estava ruim há tempos; o Tribunal de Contas da União tendo que sentar e trabalhar junto com a Controladoria-Geral da União porque a dimensão do trem ainda não foi plenamente visualizado apesar da crise ter mais ou menos um mês já; e terminamos com o brasileiríssimo jogo de empurra-empurra: “mas eu sabia de nada / o dinheiro foi enviado não sei o que aconteceu / veja bem, nós fizemos um trabalho a ali parecia tudo ok / também estou tão chocado quanto vocês...” E etc, etc. Muito brasileiro isso.

Brasileiros yanomami morrendo de fome, parte de nossas florestas deixadas desamparadas de nossa justiça deixando espaço para a Lei do Mais Cruel. Olhem essas fotos de crianças e idoso “pele e osso”. O horror, o horror.




Glória Maria

Meus sentimos à família e amigos. Um dos rostos mais familiares da televisão brasileira, parte mesmo de nossas famílias. Mulher e mulher negra no Brasil! Imagine! Quando entrei na faculdade de jornalismo em 2002, as mulheres já eram maioria. Mas ali já era mais ou menos um ano de consolidação da presença feminina, nada comparado ao começo da carreira de Glória Maria. Vai fazer muita falta.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

Alberto e seu Amigo Sapo

 

Alberto e seu Amigo Sapo



Meu Amor, o desafio era decolar pelos próprios meios e não construir um planador que seja mais eficiente que os outros. O 14-Bis tinha os defeitos que se espera do primeiro avião. Menos de seis meses depois os filhotes criados por outros inventores já estavam voando também na França.


Mas você pode colocar agora mesmo um ventilador em uma asa-delta e brincar com o conceito de “avião” e “planador”. Garanto que você vai se divertir mais do que se construísse uma réplica do Flyer 1, Flyer 2 e Flyer 3 e tentasse mostrar que eles são melhores que o primeiro avião que Alberto Santos Dumont construiu.


Abraços de um sapo brasileiro.

2 de fevereiro de 2023. 150 anos de nascimento do Pai da Aviação.


My Love, the challenge was to take off by the means themselves and not build a glider that is more efficient than the others. The 14-Bis had the defects expected from the first plane. Less than six months later the children raised by other inventors were already flying also in France.


But you can put right now a fan on a hang glider and play with the concept of "airplane" and "glider". I guarantee you'll have more fun than if you built a replica of Flyer 1, Flyer 2 and Flyer 3 and tried to show that they're better than the first plane Alberto Santos Dumont built.


Hugs from a Brazilian frog.

February 2, 2023. 150 years of the birth of the Father of Aviation.”

Eu acho que eu seria um bom advogado.

Mas vamos contar a história desde o início.


Começa com um vídeo do Canal Footprints In American History ( https://www.youtube.com/@footprintsinamericanhistory ), dedicado a contar a história estadunidense. Em um vídeo é tratado o tema da criação do avião e é mostrado um pouco da vida de quatro pioneiros: Alberto Santos-Dumont, Gustave Whitehead, os Irmãos Wright e Lawrence Hargrave ( https://www.youtube.com/watch?v=EW0M5dYBz-Y&lc=UgwB0JiqD2PsQxx1TeV4AaABAg.9dyV6glEWlx9lbi9rwnx20 ).

Aí eu escrevi um comentário. Em português e em inglês (com a ajuda do Bing Tradutor [ https://www.bing.com/translator/?mkt=pt-br ], que eu acho melhor que o Google Tradutor). Acho que uma resposta em duas línguas é mais profissional, mesmo porque só em inglês eu poderia ser vítima de uma erro de tradução e eu não queria atrapalhar a Causa do Santos Dumont.

Excelente vídeo. Simples e completo. Estudar a história do nosso país é ajudar a comunidade a permanecer coesa. Isso ajuda a combater a injustiça.


Eu não conhecia a história de Gustave Whitehead e Lawrence Hargrave. Estamos falando do século XX então naturalmente os registros históricos permitem escrever e reescrever a história com mais facilidade. História humana sempre viva.


Foi uma corrida incomparável. Em 1900 todo mundo queria voar e todos tinham as mesmas peças do quebra-cabeça: Newton e Bernoulli, os planadores e os motores. Todo mundo queria a mesma coisa. A diferença para o vencedor seria mínima. Não era um trabalho para o talento, mas sim para a genialidade.


Agora… Data vênia… A companhia é nobre, mas preciso defender o valor exato do meu conterrâneo.

O meu voto vai para Santos Dumont. Não porque o voo do 14-Bis foi registrado, mas porque Dumont fez o serviço completo: o domínio dos balões, a estabilidade do motor no ar, os recordes de distância e altura e o Demoiselle. Em 1909 Santos Dumont sente os primeiros sinais de sofrimento mental e saí de cena. Mas as lições básicas estavam publicadas todas: os alunos aprenderam rápido, como vimos.

Outra vantagem de Dumont é a personalidade atraente: a loucura, o amor, os momentos em que ele quase morreu, a generosidade na hora de divulgar as suas descobertas e a decepção com o uso bélico dos aviões e o fim trágico. Daria um bom personagem de filme.


Aqui no Brasil os que não aceitam Santos Dumont citam os Irmãos Wright como os criadores do avião. E aqui no Brasil muita gente não gosta do Santos Dumont. Ou melhor: não conhecem ele. É falta de Amor próprio e também porque o país é pobre e o patriotismo aqui é ensinado de maneira errada. Mas isso é uma outra história.


Um grande abraço.


Excellent video. Simple and complete. To study the history of our country is to help the community remain cohesive. This helps fight injustice.


I didn't know the story of Gustave Whitehead and Lawrence Hargrave. We are talking about the twentieth century so of course historical records allow writing and rewriting history more easily. Human history always alive.


It was an incomparable race. In 1900 everyone wanted to fly and everyone had the same pieces of the puzzle: Newton and Bernoulli, the gliders and the engines. Everybody wanted the same thing. The difference for the winner would be minimal. It wasn't a job for talent, it was a job for genius.


Now... Date vênia... The company is noble, but I must defend the exact value of my countryman.

My vote goes to Santos Dumont. Not because the 14-Bis flight was recorded, but because Dumont did the full service: the dominance of the balloons, the stability of the engine in the air, the distance and height records and the Demoiselle. In 1909 Santos Dumont felt the first signs of mental suffering and left the scene. But the basic lessons were all published: students learned quickly, as we saw.

Another advantage of Dumont is the attractive personality: madness, love, the moments when he almost died, generosity in the time of disclosing his discoveries and disappointment with the warlike use of airplanes. It would make a good movie character.


Here in Brazil those who do not accept Santos Dumont cite the Wright Brothers as the creators of the plane. And here in Brazil a lot of people don't like Santos Dumont. Or rather, they don't know him. It is lack of self-love and also because the country is poor and patriotism here is taught in the wrong way. But that's another story.


A big hug.

(Bing tradutor)

Com educação e diplomacia, não podemos esquecer o espectro do patriotismo que ronda a questão da invenção do avião, a equipe do Canal Footprints In American History me respondeu.

Thank you so much! I wanted to simply present the information and let people decide for themselves. And if they find things in research that reveal otherwise, to tell me so that I can reexamine the facts myself. I have found all of the information fascinating. Thank you so much for the kind words!

Vou usar o Bing Tradutor.

Muito obrigado! Eu queria simplesmente apresentar a informação e deixar as pessoas decidirem por si mesmas. E se eles encontrarem coisas em pesquisas que revelem o contrário, para me dizer para que eu possa reexaminar os fatos eu mesmo. Achei todas as informações fascinantes. Muito obrigado pelas amáveis palavras!

Então hoje, 2 de fevereiro de 2023, ao entrar no YouTube, recebo a notificação que uma resposta nova apareceu na discussão. O Canal Abcde ( https://www.youtube.com/channel/UCF3IF6nQTUyEdr4vB3aoOcQ ) escreveu o seguinte para mim:

Very logical. Santos Dumont, who hopped a plane like a frog without lateral control in 1906, when the Wrights did the same in 1903, WITH lateral control, was the first to fly and control a heavier than air because he was balloonist who was mad and in love and disclosed his secrets. Very logical

Mais uma vez usando o Bing Tradutor:

Muito lógico. Santos Dumont, que saltou um avião como um sapo sem controle lateral em 1906, quando os Wright fizeram o mesmo em 1903, COM controle lateral, foi o primeiro a voar e controlar um mais pesado que o ar porque era balonista louco e apaixonado e revelou seus segredos. Muito lógico

Ao que eu respondi a resposta que está no início deste texto. Vou repetir para a história ficar completa e também porque sou vaidoso e gostei da minha resposta.

Meu Amor, o desafio era decolar pelos próprios meios e não construir um planador que seja mais eficiente que os outros. O 14-Bis tinha os defeitos que se espera do primeiro avião. Menos de seis meses depois os filhotes criados por outros inventores já estavam voando também na França.


Mas você pode colocar agora mesmo um ventilador em uma asa-delta e brincar com o conceito de “avião” e “planador”. Garanto que você vai se divertir mais do que se construísse uma réplica do Flyer 1, Flyer 2 e Flyer 3 e tentasse mostrar que eles são melhores que o primeiro avião que Alberto Santos Dumont construiu.


Abraços de um sapo brasileiro.

2 de fevereiro de 2023. 150 anos de nascimento do Pai da Aviação.


My Love, the challenge was to take off by the means themselves and not build a glider that is more efficient than the others. The 14-Bis had the defects expected from the first plane. Less than six months later the children raised by other inventors were already flying also in France.


But you can put right now a fan on a hang glider and play with the concept of "airplane" and "glider". I guarantee you'll have more fun than if you built a replica of Flyer 1, Flyer 2 and Flyer 3 and tried to show that they're better than the first plane Alberto Santos Dumont built.


Hugs from a Brazilian frog.

February 2, 2023. 150 years of the birth of the Father of Aviation.