terça-feira, 19 de setembro de 2023

Elizabeth Lloyd Mayer e a Psicologia da Mulher 8 de 10

 

Elizabeth Lloyd Mayer e a Psicologia da Mulher 8 de 10

 

A vez do Carlos! Carlos Gustavo Jung! Carl Gustav Jung! Em 2017 quando a frustração amorosa quase me destruiu e me levou ao psicólogo, eu conheci o Carlos. Falei para o psicólogo Matheus que quando a gente pesquisava superficialmente pelo Google as citações do Jung destacavam-se pela poesia e inteligência. E a gente sabe que a poesia é verdadeira. O Freud, por exemplo, só parecia inteligente. Teve um evento que não lembro o que era na Praça Milton Gonsalves aqui em Rio Acima, onde havia uma barraca doando livros. Meus olhos cresceram rápidos e a salivação estava a mil. Fiquei com um livro do Jorge Amado (não me lembro do título) e um livro do Jung (Memórias Sonhos Reflexões) nas mãos. A gente pegar quantos livros quisesse, mas seria gostoso/inteligente selecionar e também bancar o virtuoso. No mais gostei demais do Capitães da Areia, mas... O gol foi lindo, mas contratar o jogador é outra história... O livro é bom, mas o autor... Enfim, do Jung eu nada tinha ainda. Enfim, queria o Jung.

Mas é só. Ainda não li o livro e nem li o capítulo dedicado a Jung em Teorias da Personalidade. Eu estou com a Elizabeth no seu apêndice.

 

Olha, resumir-reapresentar a parte feminina da psicologia analítica junguiana no trecho que achei mais interessante foi complicado.

Mas vamos lá.

A mulher precisa alcançar o yang masculino em seu inconsciente, pois assim o seu animus permitirá a ela torna-se um ser completo. Se não ela vai ser exclusivamente feminina, vai ser exclusivamente metade, vai ser exclusivamente yin. O masculino dela vai se transformar nos homens que ela vai conhecer ao longo da vida. A mulher precisa desenvolver pensamento racional, força física e autoafirmação; características que culturalmente são classificadas como “masculinas”.

Caramba, acho que ficou bom. Sei que Jung tem um fã-clube rigoroso que pode reclamar. Ah e claro: Jung é mesmo muito poético mais uma vez comprovou-se.

 

 

 

Livremente inspirado em “Uma Apreciação da Psicologia da Mulher nas Teorias da Personalidade: Freud, Reich, Adler e Jung”; por Elizabeth Lloyd Mayer. Apêndice do livro Teorias da Personalidade, de James Fadiman e Robert Frager (Traduções de Camila Pedral Sampaio e Sybil Safdié; com a coordenação de Odette de Godoy Pinheiro, 1979, São Paulo, Editora: Harbra Editora Harper & Row do Brasil Ltda).

segunda-feira, 18 de setembro de 2023

Elizabeth Lloyd Mayer e a Psicologia da Mulher 7 de 10

Elizabeth Lloyd Mayer e a Psicologia da Mulher 7 de 10

 

Ah! Ah!, como o meu amado Will Durant não erra! (risos) William James não apareceu, mas o Alfred Adler apareceu e não fez feio entre os autores masculinos escolhidos pela Elizabeth. Apesar de que sobre ele a Elizabeth Lloyd Mayer escreveu apenas um parágrafo. É um parágrafo enorme, mas um parágrafo. Enfim, enfim.

As diferenças são principalmente culturais, e mais: a influência cultural não paira sobre nós desde o nascimento como um cobertor leve frequentemente. A influência cultural do meio com muita frequência é uma corrente nos prendendo e nos limitando. Gosto de sardinha, gosto do meu Adler; então eu vou puxar sim!

Sugeriu que “ “uma menina vem ao mundo com um preconceito ressoando em seus ouvidos, cuja a única finalidade é roubar-lhe a crença em seu próprio valor, arruinar a sua autoconfiança e destruir sua esperança de algum dia vir a realizar algo de valor... As vantagens óbvias de ser um homem (em nossa sociedade) causaram graves distúrbios no desenvolvimento psíquico das mulheres” ” (Adler, 1973, pp. 41-42).

“Sex”, texto de Alfred Adler publicado em Psychoanalysis and Women. Organizado pela Jean Baker Miller (1973, Editora Penguin, Baltimore).

Alfred Adler: - Obrigado, Aldrin. Agora todas as feministas do Brasil, Mundo, Universo e Espaço Sideral e Além, vão me ler e gostar de mim!

- Tamo junto, Fred!

 

 

Livremente inspirado em “Uma Apreciação da Psicologia da Mulher nas Teorias da Personalidade: Freud, Reich, Adler e Jung”; por Elizabeth Lloyd Mayer. Apêndice do livro Teorias da Personalidade, de James Fadiman e Robert Frager (Traduções de Camila Pedral Sampaio e Sybil Safdié; com a coordenação de Odette de Godoy Pinheiro, 1979, São Paulo, Editora: Harbra Editora Harper & Row do Brasil Ltda).


domingo, 17 de setembro de 2023

Elizabeth Lloyd Mayer e a Psicologia da Mulher 6 de 10

 

Elizabeth Lloyd Mayer e a Psicologia da Mulher 6 de 10

 

Depois de Freud, temos o caso do Wilhelm Reich e o que ele diz sobre as mulheres. Reich é muito excêntrico, mas era sincero, corajoso e muito inteligente também: merece respeito. Ocorre que, logo de cara, precisamos admitir que a psicologia de William Reich era bastante centrada na sexualidade e na influência desta na sociedade. Isso é muito, muito mesmo, mas com certeza não é tudo. Então é difícil o feminismo julgar o Wilhelm Reich como um autor completo e rico, mais fácil o feminismo dar uma atenção ali e aprender acolá e brevemente ir adiante. Mas o que entender?

Reich aproxima-se de Freud na parte da anatomia feminina ser um problema, mas no final Reich é mais esperançoso: o orgasmo feminino ainda há de alcançar todo o seu potencial evolutivo. As mulheres ainda vão ser muito mais felizes no sexo, apesar de Wilheim Reich não ser muito detalhado sobre como seria este futuro. Como quase todo marxista Reich se atrapalhava um pouco na hora de imaginar como seria o futuro... (risos).

 

 

 

Livremente inspirado em “Uma Apreciação da Psicologia da Mulher nas Teorias da Personalidade: Freud, Reich, Adler e Jung”; por Elizabeth Lloyd Mayer. Apêndice do livro Teorias da Personalidade, de James Fadiman e Robert Frager (Traduções de Camila Pedral Sampaio e Sybil Safdié; com a coordenação de Odette de Godoy Pinheiro, 1979, São Paulo, Editora: Harbra Editora Harper & Row do Brasil Ltda).

sábado, 16 de setembro de 2023

Elizabeth Lloyd Mayer e a Psicologia da Mulher 5 de 10

 

Elizabeth Lloyd Mayer e a Psicologia da Mulher 5 de 10

 

Mas Freud encontrou em Erik Erikson (nome poema, como Patricia Petibon e Gilberto Gil) um advogado talentoso. Algumas feministas torceram o nariz para Erik, mas as suas teorias conheceram mais sucesso acadêmico do que críticas negativas.

Freud errou feio sobre as mulheres porque, -segundo Erik Erikson-, ele baseou-se principalmente em mulheres portadoras de sofrimento mental mais do que mulheres comuns, Freud é homem, pô!; e também porque o austríaco não era uma ilha e sofreu portanto a influência cultural da época em que vivia.

Além do mais, a inveja feminina daquela parte da anatomia masculina não deve ser descartava assim tão facilmente. Erik Erikson pergunta: o feminino é diferente do masculino e uma das diferenças é justamente a consciência diferente que as mulheres têm do “espaço corpóreo interno”?

(“Inner and Outer Space: Reflections on Womanhood”, texto de Erik Erikson publicado em Daedelus [“93:582-606”]. Aqui acho que dá para ter certeza de ser “número 93, páginas 582 à página 606”.).

 

Livremente inspirado em “Uma Apreciação da Psicologia da Mulher nas Teorias da Personalidade: Freud, Reich, Adler e Jung”; por Elizabeth Lloyd Mayer. Apêndice do livro Teorias da Personalidade, de James Fadiman e Robert Frager (Traduções de Camila Pedral Sampaio e Sybil Safdié; com a coordenação de Odette de Godoy Pinheiro, 1979, São Paulo, Editora: Harbra Editora Harper & Row do Brasil Ltda).