Bom dia, eu me chamo Aldrin Iglesias e aqui estarão fotografias e textos realizados por mim. É que eu sou fotógrafo e também gosto de ler.
domingo, 16 de maio de 2021
sábado, 15 de maio de 2021
Futuro sem Partido
Futuro
sem Partido“Adagiário
Brasileiro”, de Leonardo Mota, 1979; com a ajuda dos filhos Moacir
Mota e Orlando Mota.(Editora
Itatiaia, Editora da Universidade de São Paulo, 1987, Segunda série
da coleção “Reconquista do Brasil”. Volume 115. Capa do artista
plástico Poty, ilustrações internas do artista plástico
Aldemir Martins e prefácio de Paulo Rónai.)
"De hora em hora, Deus melhora."
Mais
otimismo por aqui? Repare que você e eu estamos em uma manhã no
Brasil do dia 15 de maio de 2021!
E
Deus poderia agir de outra forma e nós poderíamos acreditar em
outro destino? Se o rio da existência (a metáfora aqui vem de
“Sidarta”, do Hermann Hesse e do filme “Contato” [
“Contact”, Jodie Foster, Carl Sagan, 1997,
Robert Zemeckis, James V. Hart, Michael Goldenberg,
Ann Druyan, David Morse e etc.]) é onde nos vivemos,
cabe a nós em última análise navegar por ele da melhor maneira
possível. E o “como” é a receita conhecida e difícil: nos
amar, amar aos outros e confiança e força diante do futuro a ser
construído. E como também é conhecido evitar que o pessimismo da
razão vença o otimismo da vontade. A incerteza do futuro não tem
partido.
sexta-feira, 14 de maio de 2021
Fazendo um Espelho
Fazendo um Espelho
“Adagiário
Brasileiro”, de Leonardo Mota, 1979; com a ajuda dos filhos Moacir
Mota e Orlando Mota.
(Editora
Itatiaia, Editora da Universidade de São Paulo, 1987, Segunda série
da coleção “Reconquista do Brasil”. Volume 115. Capa do artista
plástico Poty, ilustrações internas do artista plástico Aldemir
Martins e prefácio de Paulo Rónai.)
"Como cada um se estima, assim o estimam."
Isso
parece muito otimista para você, leitora ou leitor? Provavelmente
sim, mas há aqui um detalhe: constância e inconstância. Não
podemos mesmo muito manipular a nossa imagem pública, mas podemos
ser constante na consideração saudável e confiante que temos a
respeito de nós mesmos. E isso é mais decisivo do que o medo e a
ansiedade nos fazem acreditar. Inconstante, a fofoca a nosso respeito
pode ficar positiva e coincidir com a nossa autoestima já
constantemente positiva. Aí temos uma festa.
Bom,
de qualquer forma ficar se achando um miserável não adianta muito
mesmo. É melhor ter uma boa auto imagem e agir coerentemente.
quinta-feira, 13 de maio de 2021
O Lugar do Coração
O
Lugar do Coração
“Adagiário
Brasileiro”, de Leonardo Mota, 1979; com a ajuda dos filhos Moacir
Mota e Orlando Mota.
(Editora
Itatiaia, Editora da Universidade de São Paulo, 1987, Segunda série
da coleção “Reconquista do Brasil”. Volume 115. Capa do artista
plástico Poty, ilustrações internas do artista plástico Aldemir
Martins e prefácio de Paulo Rónai.)
"Bom coração quebranta má ventura."
Um
encontro realmente surpreendente. A fé mais pura encontrando-se com
o pragmatismo mais rude: o que é o coração bondoso, o coração
de nosso coração, senão o escudo e arma derradeira diante do
mundo? O último recurso, justamente a arma mais poderosa! É quando,
na hora, fechamos os olhos, cerramos os dentes e esperamos.
Mesmo a pessoa mais cruel e dissimulada em alguma coisa se apoia.
E
a sabedoria da raposa (Maquiavel, sabedoria animal da
psicanálise, dor, o que aprendemos com a arte…) é, por outro
lado, para ser usada diariamente, no cotidiano, está sempre à mão,
decorada, usada automaticamente… E assim caminha a humanidade… E
não é assim? Bom… Dizem que no mundo há mais bondade do que
justiça (Kant segundo o meu amado Will Durant) porque
há primeira consegue ser mais espontânea, enquanto a segunda exige
muito muito de nós. Talvez se o coração não estivesse tão
profundamente enterrado no peito.
É bom julgar um livro quando isso é justo: conteúdo e forma, ainda na atmosfera da filosofia de Susanne K. Langer: pois a aparência desta edição de “Adagiário Brasileiro”, de Leonardo Mota, combina perfeitamente com o seu conteúdo. Mas não sei se vou conseguir explicar-me. Sabedoria brasileira; coisas que são ditas e ensinadas há séculos, um aprendizado do interior da África ou do oriente e que depois é escutada no sertão de Sergipe ou Paraná ou a noite antes de dormir pela voz carinhosa de nossa mãe… Bom, bom, o livro se parece com isso tudo. A edição é de 1987, mas parece ser mais antiga. Não é capa dura e não consigo ver na encadernação a goma arábica. Aliás, nem sei como as páginas continuam juntas! A capa e contracapa, na verdade a aparência toda, é séria, sóbria e de um formalismo cru. Os artistas Poty e Aldemir Martins nos transportam para o nordeste brasileiro com apensa um, dois traços. Decididamente não é fácil fazer isso. Não é todo desenho da Muralha da China nos coloca lá dentro, você me entende? As letras pequenas e o peso do livro e suas mais de 400 páginas; tudo tudo combina. Até o cheiro de livro velho, ah o cheirinho de livro velho... Tudo combina com o conteúdo! É maravilhoso.
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