quarta-feira, 9 de junho de 2021

Ser Software

SER SOFTWARE
“Adagiário Brasileiro”, de Leonardo Mota, 1979; com a ajuda dos filhos Moacir Mota e Orlando Mota.

(Editora Itatiaia, Editora da Universidade de São Paulo, 1987, Segunda série da coleção “Reconquista do Brasil”. Volume 115. Capa do artista plástico Poty, ilustrações internas do artista plástico Aldemir Martins e prefácio de Paulo Rónai.


Não quero saber quem fui; quero saber quem sou.
Um dos meus adágios favoritos. Ele é tão bonito! Você não acha? Sempre a caminho e sempre atualizado igual àquele software antivírus que a gente compra para o nosso computador. 
Mas eu não consigo obedecer a este adágio muito; meus dias costumam ser bem repetitivos. É ruim envelhecer fazendo as mesmas coisas e coisas que você não gosta tanto assim. Eu li em algum lugar que uma sugestão interessante para vida que quer preencher-se de valor, é anotar as coisas que aconteceram no dia. À noitinha, antes de dormir, você faz um relatório breve. Ajudar a planejar o dia seguinte e é um material que ao acumular-se ajuda a compreender melhor a caminhada nossa. Não é um diário, que exige mais palavras e mais profundidades; embora, naturalmente, se o seu mundo interior assim clamar os pequenos relatórios do dia podem transformar-se sim em diários.

segunda-feira, 7 de junho de 2021

Sei a Rodoviária

Mais uma vez o Jorge e mais uma vez uma mulher cujo o nome a minha memória deixou escapar. Mas eu sei onde foi: foi na rodoviária municipal de Belo Horizonte. Acho que no segundo andar. Lembro que tinha muitas plantas em vasos na janela porque eu ficava olhando bastante para lá. Belo Horizonte, 2011. Era alguma coisa também relacionada ao Sindicato dos Artistas Plásticos Profissionais de Minas Gerais. Eu gosto muito desta fotografia.

domingo, 6 de junho de 2021

Dois artistas em 2011

 


Jorge e uma artista plástica cujo o nome me escapa. Belo Horizonte, 2011. Nessa época eu trabalhava no Sindicato dos Artistas Plásticos Profissionais de Minas Gerais. Era um bom emprego, mas eu era imaturo e medroso. Na fotos nós estamos na Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais, no espaço que há lá para exposições e outros eventos culturais. Eu devia ter ficado no emprego para ficar perto deste mundo da cultura. Sou mesmo uma marmota. 

Li um texto da Marilene Felinto poderosa no site do UOL. Acho que ela voltou a escrever lá recentemente, pois diariamente vou àquele portal e nunca tinha reparado nela lá. É uma das melhores notícias do ano: Marilene atingindo um público mais amplo.

Deste sábado para domingo eu sonhei que era o espião 007. Corrida de caminhão, bombas, disfarce dentro de uma mansão, corrida no teto de um hospital... O trem foi doido.

Junho, mês de meu aniversário. O que dizer? 

quinta-feira, 3 de junho de 2021

Cale a Boca e Ame Logo!

Cale a Boca e Ame Logo!

Adagiário Brasileiro”, de Leonardo Mota, 1979; com a ajuda dos filhos Moacir Mota e Orlando Mota.

(Editora Itatiaia, Editora da Universidade de São Paulo, 1987, Segunda série da coleção “Reconquista do Brasil”. Volume 115. Capa do artista plástico Poty, ilustrações internas do artista plástico Aldemir Martins e prefácio de Paulo Rónai.)


"Mais Amor e 
menos confiança."
 O trem aqui é complicado. Na compreensão e na realização: o que quer dizer “confiança” mesmo? Precisei de uma citação do Immanuel Kant assombroso (vindo do meu amado Will Durant): por quê há no mundo mais bondade do que justiça? Porque bondade é mais espontânea e justiça exige deliberação racional e profunda? Clamar por “Mais Amor e menos confiança” é nesse sentido? Mais impulsividade amorosa e menos assinaturas, carimbos, formalidades, pessoas ligando-se às outras por meio de papéis frios; menos pessoas ligando-se às outras por egoísmo… Acho que é isso. Outro amado meu, o Bertie, também conhecido por Bertrand Russell, tem uma mensagem semelhante no livro “Ensaios Céticos”: podemos confiar nossos instintos às pessoas que amamos, devemos ser mais racionais é com quem não amamos. A psicologia e a psicanálise, com certeza, vão olhar para tudo isso acima como sintomas de ingenuidade imprudente: o instinto humano é mais perigoso que gostamos de admitir e nas relações humanas precisamos de mais distância e frieza do que gostaríamos de sonhar. 


Quando o vidro de mel está no final eu esquento um pouco de leite quente e aí bebo a mistura. É uma bebida divina, eu suponho. Fiz umas quatro vezes, mas não tenho certeza porque não contei. Ontem coloquei muito leite, devia ter colocado menos; mas o mel estava forte. Deu para sentir.

As aranhas “Marias Bolas” (Nephilis cruentata) continuam bem. Lindas, saudáveis.
Os cachorros de casa também estão bem.
Eu ando muito depressivo e nervoso. Começou no último sábado, mas essas coisas chegam e depois vão embora.