ÁGUA
CALMA REFERÊNCIAS NÃO
LUND/DIEPHUIS
e sua fotografia (EC6100-001)
stone®
da getty images™
gettyimages.com/stone
Antes
de pular nesta piscina preciso procurar “Lund/Diehuis”
pela rede mundial de computadores. Este nome merece isso.
Achei
algumas coisas. Aqui
http://blog.johnlund.com/2010/06/travel-and-lifestyle-stock-shooter-sam.html
temos o John Lund
entrevistando o Sam
Diephuis. É em
inglês e vou ter que traduzir mais tarde para poder entender. Faço
questão. Tem algumas fotografias ali na página, como você pode
ver; mas não a fotografia descrita aqui. Olhei um pouco a página da
Getty Images para mais informações e não achei esta página muito
fácil de navegar, mas ela merece uma segunda chance. Mas a primeira
impressão foi forte e negativa.
-
A fotografia, Aldrin, a fotografia!
Não
é uma piscina, apesar da escadinha e do do do… desk… não,
não, é “deck”. Tem uma escadinha (vemos a sua parte de
cima) e um pedaço do deck. Esse pedaço do deck não é
muito bonito. A parte natural, aquática e atmosfera, é mais bonita
parte da fotografia. É um lago, imagino. Pode ser um “pedaço”
do mar entrando, mas a terra ali ao redor sugere-me mesmo um grande
lago.
E
é tudo tão quieto. Na água nenhum movimento. Nenhuma ondinha,
peixe, nada nada. Nenhuma pessoa. No ar não tem pássaro e nem
nuvem. O sol só indiretamente. Pode ser porque a fotografia
aconteceu muito tarde ou muito de manhã. Mais de manhã, se nesse
lugar tem festa… Se tem festa a festa vai até tarde... É de
manhã. É preciso escolher, a vida exige isso da gente. Foi de
manha, o meu voto. O resto é alguns morros e uma vegetação
razoavelmente fechada. Não me chamou a atenção esta vegetação.
Também porque é uma parte escura da fotografia.
Agora
a parte psicológica da coisa: essa fotografia me fez lembrar do
estilo arquitetônico de fotografia conhecido como “fotografia
objetiva”. É o que o nome sugere: frieza, exatidão, sem humanos…
Eu gostei deste estilo de fotografia por causa da áurea de mistério
que elas sugerem. Qual era o nome, John Hedgecoe? Paul
Strand, rever o Paul Strand. A partir do Paul, ver
os outros. (O novo manual de fotografia,
de John Hedgecoe.
Traduções de Assef Nagib
Kfouri,
Alexandre Roberto de Carvalho e
Eric Yamagute Pereira.
Quantos tradutores para um
livro razoavelmente curto (menos de 500 páginas), hein? Mas é um
livro técnico e consagrado. O que me faz lembrar da afirmação do
Millôr Fernandes
sobre a arte de traduzir: a obra difícil de traduzir não é o que a
gente pode pensar… Editora
Senac, São Paulo, 2005, 4a.
Edição revista e atualizada.)