sábado, 3 de dezembro de 2022

William James 12 de 36

 

William James 12 de 36


Treinar a Nossa Vontade como um músculo, e essa imagem não é exatamente assim porque eu vesti a essência de um sábio oriental. Não, não, o trem é stricto sensu mesmo.

E eu até achei difícil evitar brotar em minha boca um sorriso ao ler a página. Uma maneira de fortalecer a nossa vontade para fazer o que desejamos posteriormente é treinar fazermos diariamente algo inútil. Aqui é perigoso o caleidoscópio das palavras fazer o sentido profundo da lição perder-se.

Então vamos lá: seja herói todo dia ao fazer algo inútil que seja útil apenas porque é inútil e difícil e que vai fazer a sua vontade livre ficar mais forte na hora certa. Entendeu? Disciplina, esforço. Arranje um trem inútil, desagradável de fazer e faça-o. Faça todo dia. Faça todo dia. Concentração, energia e renúncia transformarão você em uma árvore alta forte e sadia; em meio ao capim fraco e amarelado de seus camaradas fracos de vontade que mordem a primeira isca quando esta aparece e rouba o tempo deles.

Parece bobo. Vamos tentar então?




Livremente inspirado em “William James e a Psicologia da Consciência”, capítulo 6 de Teorias da Personalidade, livro de James Fadiman e Robert Frager (Traduções de Camila Pedral Sampaio e Sybil Safdié; com a coordenação de Odette de Godoy Pinheiro, 1979, São Paulo, Editora: Harbra Editora Harper & Row do Brasil Ltda).


Lembrando que começo com William James e Alfred Adler por causa do meu amado Will Durant (Filosofia da Vida e Os Grandes Pensadores).

sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

William James 11 de 36

 

William James 11 de 36


Depois de 10 publicações, acho que é hora de fazer um resumo do resumo como se estivéssemos dentro de uma apostila fina de fim de ano de supletivo noturno em um lugar periférico de uma cidade pobre. Aliás, eu já estudei em um supletivo assim, voltava de ônibus a noite e por causa da videolocadora que havia ali perto eu me curei do trauma de assistir “O Homem Elefante” (“The Elephant Man”, 1980, John Merrick, David Lynch, Christopher De Vore, Eric Bergren, John Hurt e etc.). Héin? Eu nunca contei essa história?

Mas onde eu estava?


Ame o que tem que ser amado dentro de você e odeie o que tem que ser odiado dentro de você; mas aceite esta balança interna.

Acredite que você quer realizar o projeto.

William James era um autor honesto e humilde.

Um motivo para sermos humilde para com nós mesmos e para as outras pessoas, é lembrar que nós estamos sempre mudando.

A Legião Urbana estava certa quando cantava “disciplina é liberdade”.

A gente já tem a semente para mudar radicalmente para melhor as nossas vidas.

-- “O pessimismo é essencialmente uma doença religiosa.” : William James em The Will to Believe and Other Essays in Popular Philosophy. Nova Iorque e Londres, Longmann, Green and Company, 1896.

Ver a realidade internamente, para sabermos melhor relacionar-nos com outras pessoas.

Queremos segurança do grupo e também a solidão da nossa vitória exclusiva.

Agora podemos voltar à série normalmente.

Agora pela primeira vez na casa da psicologia temos um cômodo onde o piso é escorregadio. Vamos discutir o querer. Muito conhecida, pouco conhecida. Muito sentida, pouco conhecida. Vamos ver como vai a minha didática. Sou filho de dois professores e leio Bertrand Russell desde a aborrecência e este tinha uma clareza que tornou-se lendária.


Nossa, o trem é complicado. Mas vamos lá. Até me lembrei de uma citação do Francis Bacon e que até hoje não entendi direito sobre o mesmo assunto. (*) Mas vamos lá, vamos lá. Cuidado para não ficar abstrato demais. Como pode ficar abstrato falar sobre o querer? Ah, vamos ver...

Querer não é um ato puro, isolado, em si mesmo, querer é sempre ligado. Ligado à consciência para que a ação desejada possa revelar-se. A intenção deve ser registrada e estabilizada. Aí a ideia prevalece e fica estável também. E com isso o querer pode ficar estável também. A ação, acontecendo ou não, coisa praticamente imaterial em sua natureza; não é tão importante assim nessa nossa discussão. O importante aqui é registrar e estabilizar. Deixar a consciência com as suas gavetas limpas e organizadas. Tudo no lugar e funcionando limpinho. O arbítrio fica feliz com uma ideia estabilizada.

Então morrendo de medo de ter explicado errado, eu resumo que o importante aqui é, ao olhar internamente, é que tudo esteja com as cortinas abertas para a luz passar e que esteja tudo numa estabilidade de foto oficial para algum cargo público.


* No último instante julguei que a citação deve aparecer na série aqui sobre o behaviorismo. Não sei se por capricho ou por preguiça, pois a citação é grande. Um parágrafo enoooorme.


Livremente inspirado em “William James e a Psicologia da Consciência”, capítulo 6 de Teorias da Personalidade, livro de James Fadiman e Robert Frager (Traduções de Camila Pedral Sampaio e Sybil Safdié; com a coordenação de Odette de Godoy Pinheiro, 1979, São Paulo, Editora: Harbra Editora Harper & Row do Brasil Ltda).


Lembrando que começo com William James e Alfred Adler por causa do meu amado Will Durant (Filosofia da Vida e Os Grandes Pensadores).

quarta-feira, 30 de novembro de 2022

30 de novembro de 2022

 

30 de dezembro de 2022


Eu sofro para saber como fazer este blog tornar-se diário. Bom, antes de mais nada há a questão se eu tenho realmente algo a dizer diariamente. E aqui é alguma espécie de jornal para eu querer que aqui seja diário? Sou formado em jornalismo, mas…

Há muito tempo eu criei uma lista de sites justamente para eu visitar e ter algo para escrever diariamente. Por quê me esqueci disso? Talvez a sequência “obrigatória” de sites a visitar e comentar, a “obrigação” de fazer comentários mais que superficiais… O sofrimento, o perfeccionismo usado por mim para me auto sabotar… A memória quer me ajudar e com isso esqueci da lista, pois a coisa toda era movida só com sofrimento. Então esqueci esqueci...

Mas eu lembrei. E apesar de desorganizado, com um nível quase nulo de concentração, eu até marquei onde parei. Ainda estou no nordeste.

Então vamos voltar. O perfeccionismo de meu pai não é o meu, o perfeccionismo meu é meu e ele gera frutos saudáveis.




NORDESTE

Paraíba

https://paraiba.pb.gov.br/

Site do Estado da Paraíba. Visual colorido, agradável aos olhos. Parece ser bem completo. Meu navegador e meu anti vírus não reclamaram. Gostei que o trem é muito colorido. Tem acessibilidade. Um símbolo curioso e um nome esquisito: “Cagepa”. Que que é isso? Vou clicar. Ah, é a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba. Clicando em “Cuidados com a água”, leio sobre como limpar a caixa-d´água. O que me faz lembrar da minha caixa-d´água. Vou lá conferir e volto desanimado. Vamos mudar de assunto. Os dinamarqueses estão investindo muito dinheiro em energia eólica na Paraíba. Na foto tem brasileiro assinando papel e estrangeiro com o maior sorriso com um olhar distante. Mas destaco mesmo clicando para saber mais é sobre os alunos paraolímpicos conquistando 69 medalhas numa competição em São Paulo! A maioria foi de ouro: quarenta! 40 medalhas de ouro! Isso faz a gente acreditar que temos futuro. O texto é curto e oficioso: só escutou autoridades públicas. Nem os professores foram ouvidos. Tudo bem, tudo bem. Chato, mas tudo bem. Pelo menos falaram que as despesas foram pagas e a delegação tinha 90 pessoas. Segue aí a página do Comitê Paraolímpico Brasileiro: https://www.cpb.org.br/competicoes/3 . Ainda no site: dois links: “mais notícias” e “notícias antigas”; assim lado a lado. Gostei disso, respeitar a memória. Havia também uma notícia feliz sobre autismo.

https://jornaldaparaiba.com.br/

Jornal da Paraíba. Visual limpo, agradável aos olhos. Simples, mas completo. Não identifiquei recursos para acessibilidade. Paraíba teve quase 2 mil casos de câncer de próstata em apenas três anos; eis o destaque principal. No texto, no final, há a informação que apesar do preconceito a procurar por exames preventivos tem aumentado. Bom, bom, isso. O site todo é bem simples e não encontrei textos sobre política e economia que me atraíssem. Por outro lado, a seção cultural é muito boa, com endereços de onde ficar; por exemplo. Não achei muita diversidade de eventos culturais, mas a seção é boa.




https://catracalivre.com.br/

Catraca Livre

O famoso Catraca Livre! Quer dizer, eu não conheço; só lembro de junho de 2013 e “não é pelos vinte centavos!”. Muitas pessoas nas ruas e os políticos de Brasília decepcionando mais uma vez. Mas, enfim… Eu não conheço o Catraca Livre. Vamos lá no site.

Nossa, o trem é completo. Parece mesmo um portal de notícia como UOL, ou Estado de Minas. Tem até notícia boba, como uma torcedora croata sensual. Mas vamos começar pelo começo. Quem são eles? “A grande missão da Catraca Livre é usar a comunicação para empoderar os cidadãos.” Se identificam como grupo jornalístico. No final podemos ler: Catraca Livre Portal e Comunicação LTDA. Pensei que fosse clicar no “quem somos” ia aparecer uma história envolvendo coletivo, fotos antigas, início humilde etc. Eles se profissionalizaram rápido rápido mesmo. Tudo bem, tudo bem. Vamos logo voltar á página inicial achar alguma coisa que nos chame a atenção. Há há, o Tarcísio do Bolsonaro em São Paulo começa pedindo e conseguindo aumento de salário em 50%. Precisa de estímulo porque não ama São Paulo? Deixa pra lá, pois sempre há a possibilidade de ser uma boa administração. Até o Zema aqui em Minas Gerais foi razoável. Ah, agora uma coisa realmente importante e que preste: um livro virtual gratuito para pais e responsáveis sobre tecnologia e infância: https://novosalunos.com.br/ebook-uso-de-tecnologias-para-criancas/ . Precisa fazer um cadastro, mas pesando os pós e contras você vai tomar a decisão mais correta. Esse site ( https://novosalunos.com.br/ ) do grupo SEB ( https://www.sebsa.com.br/ ), parece ser interessante. Vou anotar o endereço para visitá-lo depois. “Homem que espancou músico negro é preso em Curitiba”. Vocês viram esse caso? As imagens são chocantes.


https://ansabrasil.com.br/

ANSA BRASIL – Agência Italiana de Notícias.

Uai, tem isso? Agência italiana de notícias? Tem, uai. País desenvolvido tem agência internacional de notícia. Estou morrendo de sono. Mais uma vez a desorganização atrapalha, mas vamos esforçar. Site bastante completo, mais completo de notícias que eu vi hoje. A diagramação do site é que não ajuda muito: tudo muito espremido no centro, como se lêssemos um jornal dobrado. Mas tudo bem, vamos seguir em frente. Decreto-lei contra as festas raves foi alterado e agora as manifestações políticas podem ficar tranquilas. A primeira versão da lei o texto não era claro. A importância dos legisladores saberem escrever claramente e diretamente. Isso, claro, se foi apenas um erro neutro. Hum… Ainda bem que houve polêmica a respeito. Mas é curioso essa crítica às festas raves: as festas estavam atrapalhando tanto tanto assim? A Torre de Pisa vai bem, depois de mais de vinte anos da sua grande restauração. Papa Francisco I criticou a crueldade russa na Guerra da Ucránia-Rússia e citou os soldados chechenos e os buriates. Pausa. O líder checheno Ramzan Kadyrov, grande aliado de Putin, ficou magoado; mas o ponto para mim é quem são os buriates? Mundo grande e eu pequeno. Quem são eles? Um povo indígena da Sibéria que habitam também a República da Buriácia (Federação Russa).

E pedindo que estes indígenas da Sibéria abandonem a Ucrânia e a guerra acabe imediatamente; eu termino por aqui.

William James 10 de 36

 

William James 10 de 36


Bom, não somos uma ilha. Querendo ou não a multidão nos cerca. Ah, a revolução que foi o surgimento das grandes cidades na virada do século XIX e XX!…

Mas onde a gente estava?

Querendo fazer parte da massa anônima de gente e ao mesmo tempo querendo ser considerado único. Evitar a solidão, que é desumana demais; e estar no lugar mais alto do pódio olímpico. Que é um lugar evidentemente solitário.

Este instinto gregário e este instinto egoísta convivendo ao mesmo tempo em nós eu já li em outros lugares. No início de A História do Pensamento Econômico (The Worldly Philosophers; seu título original), o autor Robert L. Heilbroner menciona que desde que descemos das árvores, milhares de anos atrás e em algum lugar da África, o drama da sobrevivência nos ambientes mais diversos é acompanhado por uma luta interna entre egoísmo e necessidade de cooperação dada a nossa fraqueza física.

Qualquer coisa para não ficar sozinhos, mas o mergulho na massa anônima em sua imensidão não vai nos deixar satisfeitos por muito tempo. Vai ter uma hora que gente vai querer brilhar com mais intensidade do que mil e um sóis. Uma dança complicada.

Um detalhe pequeno que não é um detalhe pequeno: que tal uma definição de o que é o instinto? Falamos tanto do trem e não sabemos explicar direito. A gente faz sem parecer ter aprendido em alguma escola e repete e repete sem esperar prêmio ou castigo. Instinto.



Agora um pouco de política. Minha mãe gosta do Governo Bolsonaro e eu não tenho nem coragem de dizer metade das porcarias bolsonaristas que ela recebe diariamente pelo WhatsZapp. Me chama a atenção que, inteligente que é, ela não percebeu que pelas mensagens recebidas por ela, desde o início de novembro, Bolsonaro já teria conquistado a reeleição umas três vezes independente de qualquer coisa. Três vezes! Nem o fato dela assistir ao jornal da Rede Record de Televisão e da Rede Bandeirantes de Televisão, ambas apoiadoras do Governo Bolsonaro, onde não há a mínima menção à mudanças radicais assim de poder faz minha mãe desconfiar da seriedade e racionalidade dessas mensagens porcarias que chegam do WhatsZapp. É um fenômeno psicológico interessante. Mas antes de sorrir eu devo olhar para o meu próprio umbigo. Eu também sou bem bobo as vezes.



Livremente inspirado em “William James e a Psicologia da Consciência”, capítulo 6 de Teorias da Personalidade, livro de James Fadiman e Robert Frager (Traduções de Camila Pedral Sampaio e Sybil Safdié; com a coordenação de Odette de Godoy Pinheiro, 1979, São Paulo, Editora: Harbra Editora Harper & Row do Brasil Ltda).


Lembrando que começo com William James e Alfred Adler por causa do meu amado Will Durant (Filosofia da Vida e Os Grandes Pensadores).