quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

Fagner - A Sombra De Um Vulcao (Pseudo Video)


Eu cantava essa música quando eu era criança, sem entender a letra. Para o deleite fino dos adultos. Ora ora, não sou um Pedro Nava mas também tenho alguma memorialística. Dá vontade de acreditar que vivi mais de 39 anos mesmo.

terça-feira, 6 de dezembro de 2022

Chapolin no Sindicato

 

Chapolin no sindicato


Se precisasse, o fulano publicava até um cheque se estivesse caído no chão!

Não lembro do nome de quem disse e nem a quem referia-se e também não sei se era “cheque”. Podia ser rótulo de alguma maionese, de sabonete líquido ou mesmo ser uma bula de remédio. A memória agora não consegue ver muito além da neblina temporal. Lembro apenas que era um jornalista veterano falando sobre um irmão de profissão que, mais talentoso que a média, não se intimidava com o dead line (“hora mortal”, em tradução livre; expressão para indicar que na redação do jornal o relógio já está engatilhado) e conseguia editar o jornal deixando todos os espaços das páginas preenchidas.

Acho que eu estava na Casa do Jornalista, onde fica o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais. Escrevendo alguma reportagem e a declaração surgiu no meio de alguma entrevista. Eu fui lá algumas vezes. As minhas visitas eram anônimas, mas eu acho que me sentia chique lá dentro.

Eu estava usando uma camiseta do Chapolin Colorado quando paguei minha primeira e única taxa para o sindicato. Lembro da camiseta que motivou o sorriso da secretária. Nem lembro o que eu paguei. Já deve ter perdido a validade o trem que nem sei o que é. Nem lembro porque esta segunda lembrança do sindicato dos jornalistas invadiu o texto da primeira lembrança.


Ah, é que eu ainda estou neste drama de tentar escrever textos reservas para tentar manter este blog diário. Daí que eu teria que ser tão alquimista quanto este velho jornalista.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

Ignorância, mas em movimento

 

Ignorância, mas em movimento


Não sou ateu, sou agnóstico. O que na prática, - nos debates , é mais perigoso. O Sócrates está aqui e não me deixa mentir. Perguntar querendo saber é uma coisa perigosa. Usei o itálico porque também há nos debates o perguntar por perguntar, uma das várias ferramentas retóricas bobas. Quer dizer, não há essencialmente armas retóricas bobas há a intenção boba de usá-las. Aí você pergunta querendo saber e tanto o teísta e o ateísta podem ficar equilibrando-se mal na corda bamba. Certeza na metafísica? Ora, ora...

domingo, 4 de dezembro de 2022

William James 13 de 36

 

William James 13 de 36


O ser humano é racional, o ser humano é racional. O ser humano é racional é racional. Ou, pelo menos, mais racional do que podemos concluir depois de lermos notícias na internet ou depois que fazemos alguma bobagem e sofremos depois. Inclusive isso é uma discussão poderosa em nosso tempo: a cultura atual incentiva mais a nossa racionalidade ou a nossa irracionalidade? Violência nas ruas sendo destacadas nos jornais televisivos, filmes, algorítimo do youtube… tudo tudo isso estimula mais as nossas sinapses ou nosso ranger de dentes / saliva? Podemos dizer que o resultado é bom? Bom a curto, ou a médio e ou longo prazo? Boas questões.


Mas não é exclusivamente nossa sensação física. Podemos ficar chateados, julgar que nossa tristeza ali na mesa do bar com amigos é tola; mas se conscientizarmos que a origem é porque vimos pela televisão o nosso time de futebol do coração perder uma partida; o sentimentos nosso não serão julgados inadequadamente. “Fiquei chateado, mas foi por causa do futebol. Isso acontece. Eu poderia ter ficado feliz se fosse outro resultado ao final da partida. Isso acontece. Bola para frente.” É a reação física mais a nossa percepção da situação.

Percepção da situação.

Percepção da situação…

O marmota aqui está começando a entender o nome do capítulo “William James e a Psicologia da Consciência”. (risos)




Livremente inspirado em “William James e a Psicologia da Consciência”, capítulo 6 de Teorias da Personalidade, livro de James Fadiman e Robert Frager (Traduções de Camila Pedral Sampaio e Sybil Safdié; com a coordenação de Odette de Godoy Pinheiro, 1979, São Paulo, Editora: Harbra Editora Harper & Row do Brasil Ltda).


Lembrando que começo com William James e Alfred Adler por causa do meu amado Will Durant (Filosofia da Vida e Os Grandes Pensadores).