sábado, 25 de junho de 2022

Badi Assad e Miriam Makeba

 "Ela toca "Asa Branca" de forma inacreditável". É o que se lia dentro do thumbnail de um vídeo do YouTube, sobre uma foto de uma violinista. Achei bonito, mas não me interessei. Mas o thumbnail, que apareceu a uma semana, reaparecia constantemente na página inicial minha quando entrava no YouTube. Hoje, na TV Cultura (https://cultura.uol.com.br/ ), ela apareceu no programa "Matéria Prima".
Eu nunca a ouvi. Nem hoje, pois não pude ver e ouvir o programa. E ainda não a ouvi e vi no YouTube.
A questão é que a Badi Assad me lembra as revistas Guitar Player, me lembra quando pensei em ser um guitarrista. Só pensei, pois não fui disciplinado o suficiente. Na verdade o que restou do período foram as revistas, uma guitarra coreana barata que já enferrujou há anos e um ouvido mais crítico para guitarristas talentosos e guitarristas que apenas se exibem. A revista não está aqui, mas a participação da Badi Assad me marcou por um motivo. Ela foi matéria de capa, inclusive. Amanhã talvez dê mais detalhes, mas o detalhe fundamental eu posso citar de memória: uma sequência de fotos em que ela limpa o nariz. É, isso mesmo: durante a apresentação o fotógrafo achou interessante fazer essa sequência de fotos. rs rs rs Talvez, como numa caricatura, o artista quis retratar uma característica marcante da pessoa. Vai ver ela estava resfriada e limpou o nariz várias vezes. E a editoriação da revista quis exercer o espírito rock-rebelde ao exibir as fotos. Amanhã acho a revista.

Badi Assad me lembra a Miriam Makeba: fiquei de tocar mais músicas dela além de "Pata Pata" e até agora não cumpri a promessa. Que tal uma edição de meu programa na rádio comunitária dedicado ás duas artistas? Hum, bom bom! Mas acho que preciso de um terceiro elemento. Algo de contraste. Talvez o grupo musical StarCrawler ou Vampire Weekend. Ou talvez "Planet Rock", do Afrika Bambaata. Ou talvez, para ficar no Brasil, tocar a faixa "Roots Bloody Roots" do Sepultura. O trem tem é que ser significativo e contrastante.

Badi

Miriam


Na verdade acho melhor atualizar isso aqui amanhã, em vez de escrever qual revista em uma outra postagem. É, amanhã atualizo aqui.
Abraços. 
Atualização do dia 5 de junho de 2022.
Podia ter atualizado antes, mas eu sou uma marmota.
A revista Guitar Player, ou Guitar Player em português, é a de fevereiro de 1997. A reportagem se chama "Badi Assad - Charme Virtuoso Conquista o Mundo", é assinada por Luciano Marsiglia e as fotografias foram realizadas pelo Jota Santana. E são duas, e não uma, as sequência de fotos em que o nariz da Badi é destacada. Na primeira, que minha memória não lembrou, ela está em uma apresentação ao vivo e parece que vai espirrar. Mas não espirra. São duas fotos em que as mãos parecem que estão quase tampando o rosto, quando como a gente vai espirrar mesmo. Na segunda sequência de fotos, a que minha memória lembrou, esta lembrou muito bem: são mesmo três fotos colocadas na vertical com a Badi limpando o nariz durante um show. 
Já sei as primeiras músicas da Badi Assad em que irei transmitir em meu programa na rádio comunitária.

terça-feira, 21 de junho de 2022

Agora dois Anjos

Agora dois Anjos

Uma das melhores coisas de hoje (20 de junho de 2022) foi que eu terminei de gravar para mim uma homenagem à vida de Bryan Magee. Foi numa igreja muito bonita lá na Inglaterra e eu vi pelo YouTube (o canal que veiculou a gravação é de pessoa física, então não acho estável colocar aqui o endereço para você).A igreja tem uma arquitetura que lembra uma mistura de igreja barroca e ortodoxa russa.

Um grupo de música de câmara; e depoimentos emocionados e inteligentes. Eu não sei muito inglês, mas sei de Amor. E de respeito. E de gratidão. Aprendi muito e aprendo muito com o Bryan. Meu Bryan. Quantas vezes eu já li “Confissões de um filósofo”? Impossível contar.

Mas onde eu estava? Alguma coisa de inglês eu sei e de Amor também, e o depoimento do ator e escritor Simon Callow foi tocante. Bryan Magee escreveu um livro sobre homo afetividade que marcou época e ajudou a mudar a legislação horrível que a Inglaterra ainda teimava em ter em meados do século XX (não esquecer o que fizeram com Alan Turing, depois deste ser fundamental para vencer a Segunda Guerra Mundial.).

Mas onde eu estava? Continuo publicando pedaços editados do texto original que escrevia e escrevia e não publicava.



12 de junho de 2022

Amanhã é dia de Santo Antônio, o padroeiro católico da cidade. Mas o dia de nós três sairmos foi hoje. Não foi melhor que pensei, pois nem pensei direito no que poderia acontecer.

Foi bom. Muita gente. Barracas. Lembrei-me de quando participava e ajudava a organizar a Feira Fundo de Quintal. Almocei o macarrão da Déborah. Macarrão, carne moída e queijo ralado. Adoro! Mas é um prato pequeno. Mas não me importei. Mas queria era andar um pouco e ouvir música. Ouvir música. Muita música. Quando chegamos quem tava cantando era o César Magalhães, figurinha fácil em eventos na cidade. Voz, violão e um banco. E músicas que todo mundo conhece e gosta. Depois veio a Banda PutzGrilla. Adorei eles! Foi muito bom! Também músicas que todo mundo conhece e gosta. A maioria era de rock brasileiro dos anos de 1980 e um pouco de rock estrangeiro. Como quando você liga do rádio de madrugada. Impossível não gostar. A banda é limitada tecnicamente, mas foi muito comovente ver a expressão satisfeita do guitarrista ao executar o solo de guitarra em “Sweet Child O' Mine” do grupo de rock estadunidense Guns N' Roses. Havia também uma vocalista que me chamou atenção por ser bonita e cantar bem. E o vocalista fofinho conquistava fácil por causa do entusiasmo. Gostei muito da banda. O trabalho da Banda PutzGrilla pode ser mais conhecendo por você visitando o canal deles no YouTube aqui: https://www.youtube.com/user/putzgrillabh .

E teve um momento único. Eu tava sozinho vendo e ouvindo a Banda PutzGrilla quando eu fui abraçado forte meio de lado por um desconhecido, com direito a mão em meu rosto para ter rosto com rosto colado; como se eu fosse um filho que um pai não via há muito e muito tempo. Só que o velho ali não era o meu pai, era um velho desconhecido que eu nunca tinha visto na vida. A coisa do abraço foi invasiva, mas eu achei graça. Mesmo porque era a primeira vez que eu era abraçado em meses. Aqui em casa a gente não se abraça muito. Falta o toque. Faltou muita ternura em meu desenvolvimento como pessoa, mas meu atual amadurecimento não se preocupa em culpa ou culpados. Depois de me abraçar como se eu fosse um filho, o velho foi embora. Talvez seja um bêbado embora eu não tenha sentido o cheiro ou talvez seja a imagem que meu anjo da guarda escolheu para aparecer a mim.

ARTHUR SCHOPENHAUER: - Vai ver ele bebeu demais de tristeza ao ver o seu destino! Háháhá!! Há! Há! HáHá!!!!...

Arthusinho, tu sabe que estamos em junho de 2022 e muito mais pessoas ainda preferem ler Hegel em vez de você, não sabe?

ARTHUR SCHOPENHAUER: - Essa foi abaixo da linha da cintura, Aldrin. Aqui neste texto eu não volto mais.

Mas a Banda PutzGrilla tocou duas músicas que eu não conhecia. A segunda eu não lembro trecho da letra, mas a primeira música eu guardei um trecho. “Filho de popstar / Popstar é”. Peraí que vou procurar esse trem, espera aí. Achei! A canção se chama “Popstar”, do grupo musical João Penca e seus Miquinhos Amestrados. Sem música a vida seria um erro, diz outro alemão que eu amo ainda mais.

Acho que ninguém me entende

Me dizem que eu sou new wave demais

Eu vou na onda que mais longe me levar

Me levar”.

segunda-feira, 20 de junho de 2022

Lugar de Fala e de Livros

 

Lugar de Fala e de Livros


A internet estragou por uns quatro dias e eu estava escrevendo um texto a mais ou menos duas semanas. Escrevia, escrevia e nada de ficar pronto… De repente “O Caminho para Clarice” nasce e fico contente. De repente descubro como escrever redondinho, rapidamente, uma mensagem rápida? Sei lá. De qualquer forma, vou pegar o texto grande que não publicava e dividi-lo em diversas postagens. Acho que vai ficar bom. Faço uma editada aqui e ali e pronto. Tentar manter o clima.


Era um texto sobre livros que eu quero ler. Livros sobre feminismo e livros mais genéricos, para entender o Brasil como um todo. Começando com elas, como manda o cavalheirismo. Pensei em usar vídeos do YouTube, mas aí lembrei-me de O que é Lugar de Fala, da Djamila Ribeiro e seria justo começar por ela. Escrevi esta parte, mas, como sempre, mudei de assunto, fiz um diário, escrevi sobre a guerra de propaganda nossa de cada dia nos órgãos de imprensa e etc. Tudo muisturado. Como escrevi antes, vou dividir este texto original. Vai aí, então, a primeira parte.



SUGESTÕES DA DJAMILA RIBEIRO (O QUE É LUGAR DE FALA?)

Feminismo, luta contra o racismo e um exemplo de filosofia contemporânea brasileira. Assim pensei quando comprei O que é Lugar de Fala?, da Djamila Ribeiro. Djamila é um nome consagrado, autora de vários livros. Inspiração para muita gente. Professora, escritora, filósofa e ativista política.

E o livrinho é lindo, minha edição é de 2017, Grupo Editorial Letramento: Justificando. Livrinho pequeno, quadradinho, roxo claro e verde forte, capa com foto da Djamila Ribeiro. Perfeito, perfeito! Mas perfeito mesmo. Esteticamente é um dos mais belos livros que eu tenho em toda minha biblioteca pessoal. Infelizmente não encontrei o tipo de papel que usaram. Parece papel reciclado, pela gramadura e pelos tracinhos minúsculos coloridos que a gente costuma ver neste tipo de papel. Peraí, tenho que achar o nome dos responsáveis. Faço questão de citar o nome deles aqui. Justiça cultural, ora bolas! Diagramação e projeto gráfico: Gustavo Zeferino e Luís Otávio Ferreira; Luís também ficou responsável pela capa. Agora é preciso fazer uma pausa: você dificilmente vai encontrar este livro que eu tenho em minhas mãos, pois a coleção que ele faz parte, - Feminismo Plurais -, ganhou rapidamente uma outra edição. Aí mudou a diagramação.

Mas onde eu estava? Era para fazer uma lista de livros citados que eu achei interessante no livro da Djamila Ribeiro. Mas eu vou aproveitar e escrever um pouco sobre o livro.

A ideia é justa: ouvir outras vozes com humildade e perceber que de onde você nasce e cresce condiciona um pouco a sua visão de mundo. Tudo bem, mas o texto do livro não é bom. Djamila tem outros livros que talvez por ser mais longos ela tenha se sentido mais à vontade. As vezes o espaço curto deixa o texto da gente ruim. Vai aí alguns tópicos sobre o livro.

Pausa.

Amo tanto dedicatórias e a de O que é Lugar de Fala? quase escapa aqui. Ia ser um pecado.

À Thulane, pedaço de mim e do mundo.

Agora vamos a alguns tópicos.

O caminho intelectual e de luta das mulheres negras. Para começar o nosso entendimento e luta por um mundo mais justo.

– “Eu não estou indo embora

Vou ficar aqui

E resistir ao fogo.” (Sojourner Truth)

O caminho é interessante.

O que não for medo nos ensina sempre, Audre Lorde?

Agora finalmente vamos para a lista.

Breve história sobre o feminismo no Brasil, da Maria Amélia de Almeida Teles.



Saberes localizados: a questão da ciência para o feminismo e o privilégio da perspectiva parcial, da Donna Haraway.

(Cadernos Pagu [ https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cadpagu/index ], número 5, de 1995. O texto pode ser acessado aqui: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cadpagu/article/view/1773 ).



- Ensinado a transgredir: a educação como prática da liberdade, de bell hooks.



Mulheres negras: As ferramentas do mestre nunca irão desmantelar a casa do mestre, de Audre Lorde.

(Portal Geledés [ https://www.geledes.org.br/ ], o texto pode ser acessado também por aqui: https://www.geledes.org.br/mulheres-negras-as-ferramentas-do-mestre-nunca-irao-desmantelar-a-casa-do-mestre/ . Agradecer a tradutora Renata. Vê se da próxima vez o pessoal coloca o sobrenome da moça.].



Lugares de fala: um conceito para abordar o segmento popular da grande imprensa, de Márcia Franz Amaral.

(Revista Contracampo [ https://periodicos.uff.br/contracampo/index ], o texto pode ser encontrado mais diretamente por aqui: https://periodicos.uff.br/contracampo/article/view/17388 ).

(Na época do livro O que é lugar de fala? (2017), acho que não havia o site; daí que a Djamila Ribeiro faz referência apenas a “Contracampo, n. 12, p. 103-114,jan/jul., 2005.” nas notas do seu livro.)



- Epistemicídio, de Sueli Carneiro.

(Este texto pode ser conhecido por meio do Portal Galedés [ https://www.geledes.org.br/ ], ou mais diretamente por aqui: https://www.geledes.org.br/epistemicidio/# ).