quinta-feira, 30 de junho de 2022

Aniversário

 "Dreamer" - SuperTramp.

"Tomorrow People" - Ziggy Marley & The Melody Makers.

"Karma Chameleon" - Clube Cultural.

"Once Upon A Long Ago" (Versão longa, a de seis minutos) - Paul McCartney.


Assim assim passo por mais uma noite. Afinal, hoje é meu aniversário e para gente como eu esse tipo de data é perigosa. Engraçado como eu sobrevivo fácil. Não preciso de muito. Ou preciso de muito. O que pode ser maior do que uma música boa?


Caroline Polachek catando em um show também ajuda. Algumas músicas são tão sofisticadas e os v´´ideoclipes também que a gente teme que não funcione bem ao vivo, mas: só ela, um microfone, um guitarrista e um baterista e... oh! Uma artista.

Ah, quase me esqueci. Se fosse Platão, o Mestre diria que isso é a alma lembrando/reencontrando a verdade: como algumas músicas podem ser recentes se elas parecem ser mais antigas para mim? "Hava Nagila" foi composta em 1918? Ela não tem três mil anos? Outro caso e de "It's just a burning memory", do The Caretaker. Comp pode ser de 2016 e não de 1916? Aliás, esta música tem algo de Manoel de Barros: Tem mais presença em mim o que me falta

terça-feira, 28 de junho de 2022

Eu sendo muito Eu

 Eu achei a revista Guitar Player em que a Badi Assad foi matéria de capa. É de fevereiro de 1997. 1997, aliás, foi quando comecei a ficar depressivo até parar em 1999.Se é que parei. Mas onde eu estava? Ah, sim, não atualizei o texto que ia atualizar depois de achar a revista. Estou com preguiça, sou vagabundo e estou com raiva por sentir medo medo demais. Além do mais perdi muito tempo assistindo vídeos de pessoas estranhas assistindo pela primeira vez o videoclipe "The Show must go on", do Queen.

Agora pausa.

É um tipo de vídeo muito popular no YouTube: "react" ("reação" em inglês). As pessoas se gravam assistindo alguma coisa pela primeira vez. As vezes é até um filme inteiro (mas aí é só alguns pedaços que eles colocam como vídeo react). Psicologicamente é algo que se soma a mais uma evidência da luta contra a solidão nesse mundo de massa oprimida e opressora. 

Tem outro tipo de vídeo e que é parente do "react", mas ali nem sempre a cara da pessoa que faz o vídeo aparece. É assim, a pessoa, homem ou mulher, coloca a câmera na altura do olhos e filma o que esta fazendo: o que, no caso, é viajando de carro ou de van, sozinho, e dormindo enquanto chove forte ou neva gelado lá fora. Aí as pessoas capricham na atmosfera: o microfone são potentes e você ouve as gotas pesadas de água batendo pelo lado de fora no vidro do carro ou van, enquanto também você ouve talheres preparando o jantar e o barulho do pequeno fogão e et. e etc. e etc. É interessante pensar na natureza do apelo deste tipo de vídeo. Os espectadores querem estar no lugar da pessoa que fez o vídeo.

Pausa importante.

Querem estar no lugar da pessoa que fez o vídeo. Não era para ser também estar com a pessoa que fez o vídeo? Não sei se as pessoas que fazem este tipo de vídeo falam muito sobre si mesma para motivar alguém a querer estar do lado delas. Eu não sei.

Ah sim, continuo e continuo fã e assistindo vídeos da família "BackRooms". 

segunda-feira, 27 de junho de 2022

Sonhar Sonhar

 É admirável como os estadunidenses dominam a arte cinematográfica como poucos povos. Eles sabem fazer documentários atraentes, por exemplo. Acabei de assistir ao encantador "Breslin e Hamil, As Vozes de Nova Iorque" ("Breslin and Hamill: DeadLine Artists", 2018, Jonathan Alter, John Block, Steve McCarthyGeof Bartz e etc.). Gostei muito muito. Ele passou em um dos canais da Família HBO Brasil hoje um pouco depois do almoço ( https://www.hbobrasil.com/ ). Infelizmente as legendas eram automáticas, então, como acontece na maioria das vezes, elas falharam e no geral não eram tão fiéis assim. Mas tudo bem, no conjunto as legendas foram aprovadas.



Jimmy Breslin (1928 - 2017) e Pete Hamill (1935 - 2020) foram jornalistas que retrataram bem as ruas simples de Nova Iorque e souberam defender uma visão liberal progressista no todo. Pequenos personagens retratados de maneira grandiosa e grandes momentos narrados de maneira próxima. Muito bom. Em geral esse tipo de jornalista e história é caracterizado como "época romântica", mas os próprios entrevistados do documentário afirmam: os pequenos jornais de bairro sofrem, mas toda a imprensa escrita vai reerguer-se pois é do humano continuar ao redor da fogueira ouvindo e contando histórias. (Metáfora essa, brilhante, foi usada no documentário pela famosa escritora, feminista e jornalista Gloria Steinem). Mesmo assim o coração aperta no final do documentário. Por exemplo: redações com poucos jornalistas e silenciosas. Mais gente para ter mais histórias diferentes se conhecendo e conversando. Esse trem das redações (de jornalismo imprensa, rádio, televisão...) vazias ser ruim é algo que praticamente todo jornalista reclamava durante todo o meu curso de jornalismo.



E eu? Como vai o meu jornalismo? Não visito o site do Lúcio Flávio Pinto, o maior jornalista do Brasil, há muito tempo. Meu jornalismo é aqui e nos comentários do YouTube? É tão pouco. Inspiração e ombros para apoiar-me existem.

Lúcio

https://lucioflaviopinto.wordpress.com/

https://amazoniareal.com.br/author/lucio-flavio-pinto/ 

Mas sempre é tempo de recomeçar.