quarta-feira, 1 de março de 2023

O Tentar

 

O Tentar


O jornal ia ser do tamanho tabloide (com uma folha / quatro páginas), depois ficou do tamanho A4 (com uma folha / duas páginas [só frente e verso mesmo]) e terminou sendo aqui mesmo neste blog. É aqui. Isso porque o jornal nem começou... (risos)


Não é preguiça de andar pela cidade inteira entregando os exemplares, é por causa da impressão e da atualização das informações. Certo, admito: também é pelo medo do prestígio e poder que a palavra escrita no papel tem diante da palavra escrita na tela do computador. Sim, sei; estamos em 2023 e não ainda em 2002 ou 1997… Mas é que o papel… Sei lá… O papel ainda… Sei lá.

Eu não dirijo, então gosto de andar. No mais o jornal é tanto para voltar a valer o meu diploma (algo além da rádio comunitária) quanto para eu conhecer a cidade de Rio Acima realmente.


Pensei em arranjar um colete e um crachá, pois em cidade pequena isso poderia ajudar e me proteger. Pareceria mais profissional. Mas vai sem mesmo. Cidade pequena é tudo segredo, mas uma coisa que sempre me ajuda é a minha cara de bobo e o charminho barato que herdei da parte paterna da família.


É que tenho um blog onde também vou escrever sobre Rio Acima...” Aí as pessoas leriam outros textos meus no blog? Ah… Quem sabe? Seria bom. Quem sabe?

Vou começar, como escrevi antes, bem oficioso. Consultando as igrejas e as secretarias da prefeitura. Dali começo a conversar com as “pessoas físicas”. Ah, acho que vai ser bom. Não custa tentar. Só o tentar já é um infinito para mim.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

Desculpa, Classe Média

 

Desculpa, Classe Média


Sempre em busca do Amor, eu fiz no YouTube um comentário maldoso sobre a classe média em busca de “likes” daquela esquerda jacobina. Consegui os “likes” e continuar sem Amor. Nem sei o que é Amor e se eu o mereço. De qualquer forma devo desculpas e vou procurar a redenção da pior maneira possível: sendo um sociólogo: o que é a classe média?



Existem ricos e existem pobres; existe a classe média ou ela é invenção de economistas e sociólogos com suas calculadoras e tabelas e gráficos e esquemas que não sabem o que é a luz da Lua e uma goiabeira?

Um líder socialista-marxista aproxima-se de uma pessoa da classe média, esperando encontrar alguém próximo dos pobres como este líder socialista é; mas na realidade encontrou alguém mais próximo dos valores de uma pessoa rica. Há o choque e ambos se afastam, com decepção e receio um do outro. Mas existe sim uma classe média, uma classe média brasileira. Num país pobre, com medo de identificar-se com os pobres. Com inveja da minoria rica, a qual este país obedece. Com orgulho doloroso pois lê nos jornais há mais de trinta anos desde o fim da Ditadura Militar que é ela quem paga impostos inúteis, é ela que sustenta este país, é ela que move este país, é ela que trabalha e dá emprego e é ela que sofre com a violência urbana todos os dias. O Brasil não escuta as lágrimas dos pobres, mas escuta as lágrimas da sua classe média; não que na prática isso signifique muito. O Brasil continua sendo essencialmente um país injusto. Mas a classe média é sim mais atendida que os pobres no Brasil. Mas o desejo é desejo e não tem fim.

Enfim, é preciso também lembrar que a classe média vai às ruas contra João Goulart e contra a Dilma Rousseff. Os nossos ricos não precisam, eles dão três ou quatro telefonemas e fazem uma ou duas reuniões e pronto. A classe média brasileira podia se inspirar em outras classes médias de outros países onde ela é tão ou mais motores de mudança e progresso que as classes pobres trabalhadoras.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2023

Todos contra a Pílula Vermelha

 

Todos contra a Pílula Vermelha


Não ia comentar, mas me chamou a atenção a onda negativa tão explícita até para um distraído como eu. Não assisti a um vídeo inteiro sequer e não conheço as palestras; só vi mesmo o material do UOL. Na verdade foi a reportagem do UOL que me fez ligar os sinais. De qualquer forma, se alguém perguntar eu direi que a culpa é do algoritmo do YouTube na minha página inicial do mesmo.

Primeiro são três vídeos do Canal Meteoro Brasil ( https://www.youtube.com/@MeteoroBrasil/videos ) ( Seis dias atrás: https://www.youtube.com/watch?v=_60zfaIDvi8&t=441s ; e cinco dias atrás https://www.youtube.com/watch?v=0SP70XtbLbA&t=81s ; e dois dias atrás https://www.youtube.com/watch?v=ng6CJmffKtk&t=143s ), depois foi uma notícia que apareceu no UOL ( https://www.uol.com.br/splash/noticias/2023/02/25/coach-que-virou-meme-por-falas-misoginas-ameaca-atriz-processo-ou-bala.htm que pode ser assistido aqui https://www.youtube.com/watch?v=xvN_IstS8e8 ) e, por fim, tem dois vídeos do Canal Galãs Feios ( https://www.youtube.com/@GalasFeios/videos ) ( há 23 horas atrás https://www.youtube.com/watch?v=ZePDZfYCj8k ; e as 22 horas atrás https://www.youtube.com/watch?v=Xryklh50H3Q ).

Ocorre que navegando pelo YouTube e UOL a gente acaba testemunhando esses “eventos culturais”.


Não gosto do termo “coach”, acho que seria melhor “palestra de auto ajuda” ou “palestra motivacional”. Mas parece que o pessoal faz mais do que palestras ou escrever livros. Dão aulas particulares. Sei lá. Deve ser Policarpo Quaresma de minha parte.

Aulas de sedução, estimular a masculinidade em homens e ensinar a eles a ser frio diante do desejo por mulheres e Amor e diante de um mundo indiferente e cruel. É preciso ser justo, forte, racional; não sei se “frio” é um verbo desejado aqui. Também é popular nas palestras o desejo por um estilo de vida “estóico”. Ah… Parte da esquerda e do feminismo critica, pois ali enxergam preconceito contra mulheres e uma aproximação com um conservadorismo político. É preciso ser honesto e constatar que parte dessa esquerda e dessas feministas fazem uma crítica agressiva contra adolescentes e homens que gostam dessas palestras; e isso não funciona como guerra de propaganda.

Sempre peço ajuda aos artistas e no comentário do vídeo do UOL eu lembrei do filme “Magnólia” (“Magnolia”, 1999, Paul Thomas Anderson, Aimee Mann, Tom Cruise e etc.). A cena da palestra do personagem Frank T.J. Mackey. Meu comentário foi bastante aprovado e fiquei feliz pois deve ter gente procurando este excelente filme para conferir o que eu sugeri.


Tudo isso é falta de educação sentimental e falta de diálogo. As pessoas não sabem lidar com os próprios sentimentos e nem sabem mais conversar de verdade. Em outro paralelo o diálogo é com o Rousseau e Freud, pois acho que eles chamam a atenção do problema da civilização ter se transformado em algo que agride a parte humana mais animalesca e as consequências disso não são boas. Algumas sensibilidades perceberam que a casa virou jaula?

Minha maneira de ajudar na discussão. Serve como sabedoria de vida a você que lê agora: na dúvida, reze pedindo ajuda aos artistas. A arte salva. Sempre. https://www.youtube.com/watch?v=SFI1zoNNMsE


Obs: eu tinha que explicar que “pílula vermelha” vem do filme “Matrix”, mas estou com preguiça de explicar. O fato de não ter achado o primeiro filme bom também não ajuda. Assistindo os vídeos e lendo a matéria da UOL ajuda.

domingo, 26 de fevereiro de 2023

William James 31 de 36

 

William James 31 de 36


A parte da religião na vida humana tem destaque. Ocupa muito espaço. E tão grande é também o seu mistério. Mas podemos saber algumas coisas. Mais do que molhar os pés diante deste oceano: o básico das religiões:

a) Há um mundo espiritual por trás deste nosso mundo visível a qual empresta a este o seu significado.

b) Estamos todos caminhando para encontrar a melhor dança entre este mundo espiritual e mundo visível.

c) A oração/comunhão é esta dança poderosa, cujo os reflexos são assombrosos realmente.

d) A religião tempera a vida e o mundo com poesia e heroísmo.

e) Segurança, paz e Amor nos preenchem.


Eu queria destacar a parte da comunhão/oração porque é um óbvio que a gente facilmente esquece que é óbvio. Olhe aquela velhinha baixinha pobre num barraco pobre na região mais pobre da cidade. Pobre e sem saúde. Ela está rezando, ela está em comunhão com a divindade a coisa mais poderosa que existe. Esta mulher torna-se poderosa igualmente. Óbvio não é? É, mas a gente esquece. Um liberalismo ateu arrogante facilmente esquece. Se a divindade existe ou não; se as palavras e os gestos ali são uma senha para tirar o poder que está dentro e não fora da velhinha; são todas outras questões que não nos interessam aqui ainda.




Livremente inspirado em “William James e a Psicologia da Consciência”, capítulo 6 de Teorias da Personalidade, livro de James Fadiman e Robert Frager (Traduções de Camila Pedral Sampaio e Sybil Safdié; com a coordenação de Odette de Godoy Pinheiro, 1979, São Paulo, Editora: Harbra Editora Harper & Row do Brasil Ltda).


Lembrando que começo com William James e Alfred Adler por causa do meu amado Will Durant (Filosofia da Vida e Os Grandes Pensadores).