terça-feira, 20 de junho de 2023

Viva Evinha!


 

Eu gosto muito muito da cantora Evinha ( Eva Correia José Maria ). Sempre escuto suas músicas. Vocês conhecem e gostam também? Evinha pode ser ouvida por aqui na Apple Music ( https://music.apple.com/us/artist/evinha/122126904 ) e também no Spotify ( https://open.spotify.com/intl-pt/artist/6cnJ8gP9R3JEh5mCCvOwz3 ). Mas se puderem comprem os CDs também.

segunda-feira, 19 de junho de 2023

O Ladrão de Vento e o meu Senhor do Tempo

 

O Ladrão de Vento e o meu Senhor do Tempo

 

A minha edição de Quarenta Clics em Curitiba (1976) não possui as fotografias realizadas por Jack Pires. Obrigado, Companhia das Letras (Toda Poesia)! Será que o poema do Paulo Leminski acompanhava a fotografia de um mendigo que carregava o vento que roubou de Curitiba? Eu não sei. Eu não sei?

O que eu sei é que aqui em Rio Acima nós temos o Senhor do Tempo. Um jovem portador de sofrimento mental de uns 26 anos que fica andando pra lá e pra cá o dia inteiro e que entra nas lojas e pega os calendários e vai embora. Eu tinha acabado de comprar um relógio para me orientar na loja da família e no primeiro dia ele entra e leva o relógio! Eu tive a oportunidade de pegar o relógio de volta, mas desisti. Ele é o Senhor do Tempo. Eu não compreenderia mesmo o motivo dele precisar dos calendários das outras lojas e do meu relógio. O Senhor do Tempo escreve certo por linhas misteriosas.

 

 

Tempestades no Sul e Tiros na Escola

Agora um pouco de notícia, pois as vezes esqueço que sou formado em jornalismo. Por que as escolas brasileiras viraram alvos de tanto ódio? Já as tempestades com ventos tão fortes (mais de dez mortes e dezenas de desabrigados) no sul do Brasil parecem sugerir que as mudanças climáticas que atingem o Brasil estão atingindo alguma regularidade.

 

“Por ocasião de meus 40 anos (30/06/2023).”

É o que escrevi nos livros que comprei hoje. Ao lado da assinatura com a data de hoje e um poeminha criado na hora sobre o livro e o motivo de tê-lo comprado. Começar pelo começo: fazia muito tempo, então fiquei com medo de sentir aquele pânico novamente no ônibus-lotação. Mas foi tranquilo, maravilhosamente tranquilo. Leve, leve, love, leve. A primeira e única vez que tive a crise de ansiedade foi traumático. Assim, externamente foi um cara (eu) saindo do ônibus apenas. Internamente foi o começo da transformação do ano de 2017 naquele ano que partiria minha vida ao meio tanto quanto 2000 ou 1983. Foi muito violento e a mente da gente e nosso emocional, sei lá... Mas foi tudo bem. Posso ficar feliz e me achando corajoso?

Era para eu comprar roupa e um celular novo. O celular novo eu não consegui comprar por causa de um detalhe técnico, mas um tênis eu consegui comprar. O vendedor simpático foi esperto e me empurrou umas seis meias. Mas eu precisava mesmo de meias novas. O tênis é de fabricação brasileira e meio leve o que me deixou, depois depois de comprar, desconfiado e angustiado. Mas acho que fiz uma boa compra. A verdade é que eu não tenho experiência em comprar tênis. Será que vou escorregar no molhado e vou ficar com os pés iguais do Curupira?

Experiência eu tenho mais é em comprar livros. Ah!, nunca tive tanto dinheiro para comprar livro e eu não resisti!: Henriqueta Lisboa, Câmara Cascudo, Gregório de Matos, Chaïm Perelman e John Raws. É; não pode ser aquela coisa sexual freudiana de livro ficar apenas na estante para ser lido por causa de algum plano sonhado por mim e que nunca realizo... Vou ter que ler tudo tudo agora agora. Milagres acontecem.

domingo, 18 de junho de 2023

Antes que o ainda nos deixe

 

Antes que o Ainda nos deixe

 

Ainda gememos ou gritamos de dor. Ainda reclamamos. Ainda mudamos pouco ou mesmo tudo em nossas vidas. Quando acontece da vida nos morder. E ela morde com gosto quando nossa carne esta quente e nova. Ainda não estamos na vasilha com água salgada ou embalada dentro do freezer. Quando o ainda nos abandona e, conservados, seguimos agora sem reclamar das mordidas da vida.

E você, leitora ou leitor, já está salgado ou no freezer; ou ainda consegue falar?

 

Aprendendo com os poemas do Paulo Leminski.

 

sábado, 10 de junho de 2023

Olhar para Escutar

 

Olhar para Escutar

 

Mais uma vez não sei se o Paulo Leminski está sendo irônico ou se ninguém só aparece aos apressados bobos. Ser um apressado bobo não parece ser algo atraente inteligente. Então acho sim que quando prestamos atenção na existência tudo que aparece para nós é um alguém. Um alguém e não uma coisa.

Essa grande pedra aqui em frente a janela. Se eu prestar a atenção a ela, mas prestar a atenção meeeesmo, não significa que a pedra vai começar a falar comigo. O trem da poesia é metafórico. Pelo menos acho. Pelo menos espero. Sei lá o que uma pedra que sempre esteve em frente à janela de casa e que me conhece desde pequeno diria sobre a minha preguiça e medo!

 

Aprendendo com os poemas do Paulo Leminski.